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Abstract:
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O presente trabalho analisa como as Bienais das Amazônias dos anos de 2023 e 2025, realizadas em Belém do Pará, contribuem para a construção de uma identidade artística amazônica. A pesquisa parte dos conceitos de comunicação, expografia, museografia e curadoria, compreendendo as exposições como discursos e dispositivos de produção de sentidos. Por meio de um estudo de caso comparativo, são examinadas as duas primeiras edições da Bienal, considerando elementos curatoriais, expográficos e comunicacionais. A análise evidencia práticas curatoriais coletivas, situadas e decoloniais, que tensionam narrativas hegemônicas e valorizam a pluralidade dos territórios amazônicos. Também discute o conceito de identidade e as diferentes formas de percepção da Amazônia por sujeitos internos e externos ao território, compreendendo-a como um espaço marcado por identidades amazônicas múltiplas e heterogêneas, cuja complexidade não pode ser apreendida de forma totalizante por um único trabalho. |