Prevalência de mutações genéticas em pacientes com câncer colorretal metastático: um estudo descritivo transversal do estado de Santa Catarina

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Prevalência de mutações genéticas em pacientes com câncer colorretal metastático: um estudo descritivo transversal do estado de Santa Catarina

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Title: Prevalência de mutações genéticas em pacientes com câncer colorretal metastático: um estudo descritivo transversal do estado de Santa Catarina
Author: Schmitt, Mônica; Simon, Victoria Pierina Menaré
Abstract: O câncer colorretal (CCR) é a terceira neoplasia maligna mais prevalente no mundo e figura entre as quatro principais causas de morte globalmente. No Brasil, estima-se a ocorrência de aproximadamente 704 mil novos casos de câncer no triênio 2023–2025, destacando o CCR como um importante problema de saúde pública. Dentro desse contexto, o câncer colorretal metastático (CCRm) corresponde à principal causa de mortalidade entre os pacientes com CCR, representando um grande desafio clínico e terapêutico, devido à sua elevada taxa de resistência aos tratamentos convencionais. Do ponto de vista molecular, as mutações nos genes da família RAS — especialmente KRAS e NRAS — estão entre os principais mecanismos de resistência às terapias-alvo anti-EGFR, por promoverem ativação constitutiva das vias de sinalização celular relacionadas à proliferação e à sobrevivência tumoral. A identificação dessas alterações genéticas tornou-se, portanto, essencial para o manejo clínico individualizado, uma vez que a identificação da mutação KRAS configura-se como um fator prognóstico em pacientes com câncer colorretal estágio IV. Entretanto, apesar da relevância clínica dessas mutações, os dados populacionais brasileiros sobre o perfil genético do CCRm ainda são escassos, o que limita o desenvolvimento de estratégias terapêuticas mais adaptadas à realidade nacional. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo identificar a prevalência das mutações nos genes KRAS, NRAS e BRAF em pacientes com CCRm. Trata-se de um estudo descritivo e transversal, realizado a partir da análise de 213 laudos moleculares provenientes de um biobanco de um laboratório de análises clínicas privado do estado de São Paulo referente a pacientes de Santa Catarina, com recorte temporal entre 2018 e 2019. Os resultados demonstraram uma taxa global de mutação de 45,1%, sendo o KRAS o gene mais frequentemente alterado (51,2%), com a variante G12D como a mais comum (38,1%). A prevalência de mutações em BRAF foi de 26,74%, valor superior ao descrito na literatura internacional, sugerindo um perfil molecular distinto na população brasileira analisada. Esses achados reforçam a importância da testagem molecular como ferramenta indispensável para o planejamento terapêutico e evidenciam que o conhecimento aprofundado do perfil genômico populacional pode direcionar o desenvolvimento de abordagens mais eficazes e personalizadas, contribuindo para avanços significativos no tratamento e no prognóstico do CCRm.Colorectal cancer (CRC) is the third most prevalent malignant neoplasm in the world and is among the four main causes of global mortality. In Brazil, approximately 704,000 new cases of cancer are estimated to occur in the 2023–2025 triennium, highlighting CRC as an important public health problem. Within this context, metastatic colorectal cancer (mCRC) corresponds to the main cause of mortality among patients with CRC, representing a major clinical and therapeutic challenge due to its high rate of resistance to conventional treatments. From a molecular perspective, mutations in genes of the RAS family — especially KRAS and NRAS — are among the main mechanisms of resistance to anti-EGFR targeted therapies, as they promote constitutive activation of cell signaling pathways related to tumor proliferation and survival. The identification of these genetic alterations has therefore become essential for individualized clinical management, since the presence of KRAS mutation is considered a prognostic factor in patients with stage IV colorectal cancer. However, despite the clinical relevance of these mutations, Brazilian population-based data on the genetic profile of mCRC are still scarce, which limits the development of therapeutic strategies that are better adapted to the national reality. Therefore, the present study aimed to identify the prevalence of mutations in the KRAS, NRAS, and BRAF genes in patients with mCRC. This is a descriptive and cross-sectional study conducted through the analysis of 213 molecular reports from a biobank of a private clinical analysis laboratory in the state of São Paulo, referring to patients from Santa Catarina, with a time frame between 2018 and 2019. The results demonstrated an overall mutation rate of 45.1%, with KRAS being the most frequently altered gene (51.2%) and the G12D variant being the most common (38.1%). The prevalence of BRAF mutations was 26.74%, a value higher than that reported in the international literature, suggesting a distinct molecular profile in the Brazilian population analyzed. These findings reinforce the importance of molecular testing as an essential tool for therapeutic planning and show that in-depth knowledge of the population’s genomic profile can guide the development of more effective and personalized approaches, contributing to significant advances in the treatment and prognosis of mCRC.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Medicina.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271629
Date: 2025-11-18


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