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Abstract:
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Este trabalho analisa a biblioteca escolar como um espaço fundamental de formação, mediação cultural e difusão do conhecimento, considerando sua relevância no processo educativo e na construção da autonomia intelectual dos estudantes. Nesse contexto, discute-se a presença da censura na literatura infanto-juvenil como um fenômeno que afeta diretamente o ambiente escolar, manifestando-se tanto por restrições explícitas quanto por práticas de silenciamento e seleção motivadas por valores morais, políticos ou ideológicos. Argumenta-se que tais mecanismos de controle comprometem o direito à informação, reduzem a diversidade temática disponível aos alunos e limitam a pluralidade de vozes presentes na produção literária destinada ao público jovem. A partir dessa problemática, evidencia-se o papel do bibliotecário como agente mediador da informação e profissional essencial na criação de um ambiente informacional democrático, responsável pela gestão qualificada do acervo e pela promoção de práticas leitoras. Destaca-se que sua atuação ética é fundamental para enfrentar práticas de censura, assegurar a circulação de ideias e garantir que a biblioteca escolar cumpra sua função de centro de difusão do conhecimento. |