“You must try to be contented with making your name boyish, and playing brother to us girls”: Gender and Space in Louisa May Alcott’s Little Women

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“You must try to be contented with making your name boyish, and playing brother to us girls”: Gender and Space in Louisa May Alcott’s Little Women

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Title: “You must try to be contented with making your name boyish, and playing brother to us girls”: Gender and Space in Louisa May Alcott’s Little Women
Author: Moreira, Maria Paula da Silva
Abstract: Este trabalho examina como as personagens femininas de Mulherzinhas (1868), de Louisa May Alcott, incorporam, negociam e reforçam normas de gênero no espaço doméstico. De acordo com esta perspectiva, suas performances de gênero são analisadas, com foco em Jo March. O objetivo é compreender como o lar da família March reforça ideais de feminilidade ao mesmo tempo em que cria oportunidades para expressões que desafiam tais expectativas. A pesquisa é fundamentada em conceitos teóricos como performatividade de gênero, masculinidade feminina, espaço e práticas de drag, com base nos trabalhos de Judith Butler, Jack Halberstam, Doreen Massey e Kayte Stokoe. A análise foi realizada por meio de uma leitura atenta de cenas selecionadas do romance e revelou que o ambiente doméstico funciona como um local de disciplina moral. Meg, Beth e Amy incorporam diferentes modelos de feminilidade socialmente aceitos, em contraste com Jo, que desvia dessas normas ao adotar comportamentos associados ao masculino e ao desenvolver sua criatividade por meio da escrita e da performance teatral. Desse modo, o sótão surge como um espaço de liberdade, onde Jo experimenta masculinidades e constrói performances que se aproximam do que hoje se entende como práticas de drag king. Assim sendo, os resultados indicam que o romance permite tanto conformismo quanto resistência: o lar impõe limites, mas também possibilita que Jo explore gênero e identidade, antecipando discussões contemporâneas sobre gênero e autoexpressão.This study examines how the female characters in Little Women (1868), by Louisa May Alcott, embody, negotiate and reinforce gender norms in their domestic spaces. From that perspective, their performances of gender are analyzed, focusing on Jo March. The aim is to understand how the March family home reinforces Victorian ideals of femininity while simultaneously creating openings for expressions that challenge such expectations. The research draws on theoretical concepts such as gender performativity, female masculinity, space, and drag practices, based on the works of Judith Butler, Jack Halberstam, Doreen Massey, and Kayte Stokoe. The analysis was made by a close reading of selected scenes of the novel, and it showed that the domestic environment functions as a location of moral discipline. Meg, Beth, and Amy embody different, socially approved models of femininity that contrast with Jo, who deviates from these norms by adopting behaviors associated with masculinity and by developing her creativity through writing and theatrical performance. Hence, the garret emerges as a space of freedom, where Jo experiments with masculinities and constructs performances that resemble what is now understood as drag king practice. Therefore, the results indicate that the novel enables both conformity and resistance: the home imposes limits, yet it also allows Jo to explore with gender and identity, anticipating contemporary discussions on gender and self-expression.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Letras Inglês.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271450
Date: 2025-12-10


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