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Abstract:
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Este Trabalho de Conclusão de Curso analisa o crescimento do município de
Palhoça no decorrer do século XX, e as consequências de um processo de
urbanização e industrialização aos moldes do capital, sem planejamento formal, que
contribuíram para uma cidade segregada e desigual. Partindo da formação
sociohistórica do território, e focando em duas localizações que se tornam
antagonistas na formação do município em pauta, a Cidade Universitária Pedra
Branca e o Brejarú, dois bairros próximos considerando a lógica espacial, mas muito
distantes considerando uma perspectiva de garantia de direitos e políticas públicas.
A partir do entendimento da dinâmica do modo de produção capitalista na formação
do espaço urbano, e como isso implica na divisão de classes, adotou-se abordagem
qualitativa, através de pesquisa documental acerca do desenvolvimento da cidade
de Palhoça e seus respectivos bairros, em conjunto com dados quantitativos a
respeito de elementos que pudessem contribuir para a compreensão dos aspectos
socioeconômicos da cidade. Evidenciou-se inúmeros desafios a serem superados na
análise da cidade, como a escassez de documentos oficiais municipais, além da
tentativa de desmonte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que
impactou significativamente na redução de dados coletados em 2022, comparado
aos censos de anos anteriores. A análise dos dados coletados, em conjunto com a
base teórica e histórica acerca da urbanização brasileira e a industrialização da
cidade de Palhoça, destacaram a segregação socioespacial como marca dos
territórios estudados, parte da materialização do capitalismo nos territórios através
da separação de classes sociais no espaço. Aponta-se a necessidade de
planejamento urbano e políticas sociais voltadas ao interesse da classe trabalhadora
e seu direito ao exercício de cidadania. |