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Abstract:
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RESUMO
Esta pesquisa volta seu interesse epistemológico à complexidade moral e exagerada ao que concerne a criminalização da maconha no Brasil. Este trabalho está ancorado no período pós-abolicionista como recorte temporal principal, entretanto a pesquisa contempla também os problemas sociais contemporâneos, gerados no período pós-colonial. A partir da análise de documentos e com base nos dados coletados, a discussão abarca ordem, progresso e higiene social como projeto de exclusão. Fumar maconha, vadiar e tempo ocioso – vício, ócio e vadiagem, expressões morais mobilizada pela elite branca republicana - emergem como chave interpretativa para compreender como a cultura e o corpo da população negra, cabocla e pobre foi criminalizada, assim como problematizar os sentidos históricos atribuídos ao ócio vinculado ao uso da cannabis, interrogando sobre como as aspirações de um projeto de repressão e embranquecimento nacional se consolidaram em um conjunto articulado de normas, práticas e discursos científicos. Nesse cenário, a criminalização da maconha revela-se não como um processo neutro ou exclusivamente jurídico, mas como uma engrenagem estruturante de repressão cultural e da exclusão racial, digna de investigação científica |