COMPLEXIDADE ECONÔMICA E RESILIÊNCIA ÀS CRISES: Uma análise dos países do sul europeu após a união monetária

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Title: COMPLEXIDADE ECONÔMICA E RESILIÊNCIA ÀS CRISES: Uma análise dos países do sul europeu após a união monetária
Author: Dellagnelo, Vitor Kuerten
Abstract: Este trabalho investiga em que medida os níveis e as tendências de complexificação produtiva se associam à resiliência macroeconômica das economias do Sul da Europa – Portugal, Itália, Espanha e Grécia – entre 2002 e 2024. A pesquisa articula a teoria da complexidade econômica e o arcabouço analítico da resiliência, examinando como a sofisticação produtiva, a densidade das interconexões setoriais e a trajetória histórica de diversificação se relacionam aos padrões de sensibilidade, vulnerabilidade e recuperação diante dos principais choques do período: a crise financeira global de 2008, a crise da dívida soberana europeia (2010-2015) e a pandemia de COVID-19. Metodologicamente, adota-se uma abordagem descritivo-comparativa baseada em dados secundários. Utilizam-se métricas de complexidade – Índice de Complexidade Econômica (ECI), espaço-produto e relatedness –, extraídas do Observatory of Economic Complexity (OEC), e indicadores macroeconômicos – PIB real per capita e Índice de Miséria –, a partir do Banco Mundial, Eurostat e FMI. A análise avalia os impactos dos choques segundo as noções de resiliência, sensibilidade e vulnerabilidade, observando ritmos de contração e recuperação em cada país e relacionando-os às suas estruturas produtivas. Os resultados mostram que níveis elevados de complexidade aparecem associados a maior sensibilidade inicial aos choques, mas também a capacidades superiores de recomposição econômica. A tendência temporal da complexidade revelou-se elemento particularmente relevante: Portugal, cuja trajetória foi marcada por gradual complexificação e aumento da densidade produtiva, apresentou recuperações rápidas e relativamente estáveis. A Itália evidenciou resiliência estática, sustentada por alto ECI, porém limitada por baixo dinamismo estrutural. A Espanha, apesar do elevado relatedness, enfrentou longos períodos de deterioração econômica em associado a um processo contínuo de descomplexificação. Já a Grécia exibiu vulnerabilidade persistente, com baixa densidade produtiva e fraca capacidade de recomposição após os choques. As hipóteses propostas foram parcialmente confirmadas, indicando que a resiliência econômica se relaciona com a interação entre estrutura produtiva, trajetória histórica e políticas públicas, sem que a complexidade constitua variável determinante isolada. O estudo contribui ao integrar as métricas de complexidade ao debate sobre resiliência macroeconômica e ao evidenciar a relevância das tendências de sofisticação ou descomplexificação para compreender desigualdades estruturais dentro da Zona do Euro.
Description: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Socioeconômico, Relações Internacionais.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271199
Date: 2025-12-04


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