Alterações biológicas em Daphnia magna após exposição crônica às cinzas oriundas de incêndios

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Alterações biológicas em Daphnia magna após exposição crônica às cinzas oriundas de incêndios

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Title: Alterações biológicas em Daphnia magna após exposição crônica às cinzas oriundas de incêndios
Author: Schimidt, Bethania
Abstract: O escoamento de cinzas provenientes de incêndios para os ecossistemas aquáticos representa uma ameaça à conservação da biodiversidade devido à sua toxicidade para diversos organismos após a solubilização na água. Isso porque as cinzas são uma mistura complexa de substâncias, compostas majoritariamente de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (HPAs) e metais. O presente estudo avaliou experimentalmente os efeitos da contaminação da água por cinzas sobre o crescimento, reprodução, longevidade e mobilidade do microcrustáceo Daphnia magna, como um organismo-modelo que permite inferir a vulnerabilidade da fauna aquática em ambientes localizados em áreas sujeitas a fogo. No experimento, neonatos de D. magna foram expostos, ao longo de 21 dias, a diferentes concentrações de cinzas: 0, 0,8, 1,6 e 4 mg/L em extratos aquosos de cinzas com macropartículas em suspensão e 0, 1,1, 2,2 e 5,5 mg/L em extratos sem macropartículas de cinzas. Microcrustáceos expostos a extratos aquosos de cinzas com macropartículas na concentração de 4 mg/L apresentaram tamanho corporal 38% menor comparado ao controle, e tiveram a reprodução totalmente inibida, quando comparados ao controle. Em exposição a extratos aquosos sem macropartículas, observou-se uma redução de 75% no número de posturas após exposição a uma concentração de 5,5 mg/L de cinzas em relação ao controle. De maneira semelhante, a longevidade dos organismos foi reduzida (70%) nos extratos aquosos com macropartículas com 4 mg/L de cinzas. Na concentração mais elevada de cinzas em extratos aquosos com macropartículas, a mobilidade de D. magna foi alterada, sendo que a distância percorrida pelos organismos expostos a 4 mg/L de cinzas foi maior que a distância percorrida pelos organismos sujeitos à água sem cinzas. Os resultados obtidos evidenciam que as cinzas provenientes da queima de biomassa vegetal são tóxicas para D. magna, o que sugere potencial toxicidade para outros organismos. Além disso, sugere-se que as macropartículas conferem maior toxicidade às cinzas, uma vez que as respostas biológicas mostraram-se mais conspícuas para este tratamento.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271152
Date: 2024-08-26


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