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Abstract:
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As mudanças climáticas configuram um dos maiores desafios econômicos
contemporâneos, exigindo a integração entre teoria do crescimento e economia
ambiental. Este trabalho investiga a relação entre crescimento econômico, capital
humano e emissões de dióxido de carbono (CO2), à luz da teoria de crescimento
neoclássica. Propõe-se um modelo teórico que combina elementos do Modelo de
Solow Verde (Brock e Taylor, 2004) — que incorpora a degradação ambiental à
dinâmica do crescimento — e do modelo de crescimento com capital humano
(Mankiw, Romer e Weil, 1992). Essa integração permite analisar simultaneamente
como o acúmulo de capital físico e humano afeta a trajetória das emissões durante
o processo de desenvolvimento. A partir da formulação teórica, deriva-se uma
especificação econométrica testada por meio de um painel global de países. Os
resultados indicam evidência robusta de convergência condicional das emissões
per capita: países com níveis iniciais mais elevados tendem a apresentar
crescimento menor das emissões ao longo do tempo, confirmando as previsões do
modelo de Solow Verde. O investimento em capital físico mostra efeito positivo e
significativo sobre o crescimento das emissões, enquanto o impacto do capital
humano é estatisticamente inconclusivo, possivelmente devido à multicolinearidade
com o nível de desenvolvimento inicial. Conclui-se que o processo de
descarbonização global segue uma trajetória de convergência, na qual o progresso
tecnológico e o acúmulo de capital físico exercem papel central, mas o potencial
mitigador do capital humano ainda não se manifesta empiricamente. |