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Abstract:
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O objetivo geral desta pesquisa é investigar em que medida o Bitcoin pode ser considerado um meio monetário, a partir da teoria pós-keynesiana, tendo como estudo de caso a comparação entre o Pix e blockchain. A investigação é orientada pelas seguintes questões centrais: em que medida o Bitcoin se distancia da moeda, segundo a teoria pós-keynesiana; e em que grau o Pix, como sistema eletrônico de pagamentos, garante uma condição de funcionamento mais adequada a um sistema de pagamentos, quando comparado ao blockchain. Partindo da hipótese de que a moeda é essencialmente política e apenas pode ser proveniente do Estado, o Bitcoin se configura como um ativo financeiro altamente especulativo, uma vez que parte de um sistema descentralizado e não hierarquizado e apresenta um comportamento de alta volatilidade e instabilidade. Para responder à questão central, a pesquisa é estruturada em três objetivos específicos: (i) analisar e descrever as principais conclusões da teoria pós-keynesiana, tendo como ênfase os autores Knapp, Keynes, Lerner, Goodhart e Minsky; (ii) descrever as características, o funcionamento, a operacionalidade e a formação de preços dos Bitcoins; e (iii) analisar o funcionamento do Pix, de forma a comparar esse sistema de transferências com o blockchain. A metodologia adotada combina uma abordagem hipotético-dedutiva e revisão bibliográfica. A fundamentação teórica apoia-se nas principais obras de Knapp, Keynes, Lerner, Goodhart e Minsky, as quais classificam a moeda como uma “criatura do Estado”, uma vez que o Estado estabelece a unidade de conta a partir de um ato de poder. Os principais resultados evidenciam que o sistema de transações de Bitcoins via blockchain fica aquém em relação a meios de pagamento como o Pix, responsável por realizar transferências da moeda emitida pelo Estado. |