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Abstract:
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Este trabalho analisa o processo de securitização do terrorismo pelos Estados Unidos no contexto pós-11 de setembro de 2001, com foco no governo de George W. Bush. Fundamentado na Teoria da Securitização da Escola de Copenhague, o estudo examina como discursos presidenciais, respaldados por condições contextuais favoráveis, construíram o terrorismo como uma ameaça existencial ao modo de vida americano, legitimando medidas extraordinárias e ações militares. Por meio de análise bibliográfica e documental, demonstra-se que a securitização foi viabilizada pela retórica de Bush, que enquadrou o conflito numa dicotomia “bem versus mal”, pela ampla cobertura midiática dos ataques e pelo sentimento público de medo e vulnerabilidade. Como resultados, observou-se a aprovação de instrumentos legais como o Ato Patriota e o AUMF, que expandiram os poderes do Executivo, e o desencadeamento das Guerras do Afeganistão e do Iraque. |