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Abstract:
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O envelhecimento é consequência do avanço da idade e depende dos hábitos e do estilo de vida
do idoso. Os comportamentos de risco à saúde foram considerados variáveis significativas nesse
processo. Neste estudo, o objetivo foi analisar as associações entre os comportamentos de risco
à saúde e o envelhecimento saudável de idosos brasileiros. Tratou-se de um estudo transversal
que utiliza a base de dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 para investigar a prevalência
de comportamentos de risco à saúde segundo características do indivíduo. Dados foram
analisados no pacote estatístico STATA SE 14.2. Os desfechos de envelhecimento saudável
considerados são: ausência de multimorbidade, ausência de sintomas depressivos e
independência funcional. Foram considerados fatores de risco à saúde: inatividade física,
tabagismo, consumo excessivo de álcool e excesso de peso. Foi utilizado um modelo de
regressão Logística para análise da associação entre os desfechos e os fatores de risco com
ajuste para sexo, faixa etária, raça/cor da pele, escolaridade, renda. Observou-se que os idosos
que apresentaram dois ou mais fatores de risco demonstravam um pior estado de saúde em
comparação àqueles com apenas um fator. Ao avaliar os comportamentos individualmente, a
multimorbidade foi apontada como a variável mais prevalente, ao afetar aproximadamente um
terço dos idosos da pesquisa. Quando combinados, os comportamentos mais prevalentes foram
a inatividade física e o excesso de peso. Verificou-se também que indivíduos sem fatores de
risco tendem a apresentar menores níveis de incapacidade funcional, multimorbidade e
sintomas depressivos. Os achados reforçam que a multiplicidade de determinantes, aliada à
complexidade dos comportamentos humanos, frequentemente resulta na coexistência de
diferentes comportamentos de risco, o que agrava o estado de saúde dos indivíduos. |