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Abstract:
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O presente trabalho analisa os impactos da Resolução CMN nº 4.966/2021 sobre as cooperativas de crédito de menor porte (segmento S4), com foco nos efeitos regulatórios, ante a sustentabilidade financeira das organizações. A norma, em vigor desde janeiro de 2025, substituiu o modelo de provisionamento contábil prévio, vigente há mais duas décadas, exigindo das instituições uma maior capacidade técnica e analítica. Nesse contexto, as cooperativas do segmento S4, por atuarem regionalmente e apresentarem menor porte, passaram a enfrentar desafios como o aumento de provisões, a redução da lucratividade, a necessidade de investimentos em tecnologia e capacitação, além do risco incrementado de fusões ou extinções organizacionais. Então, para compreender essas transformações, foi desenvolvida uma pesquisa de natureza qualitativa e exploratória, com o apoio de profissionais qualificados de uma cooperativa localizada no oeste catarinense. O estudo revelou estratégias de adaptação adotadas pela instituição, como a revisão preditiva de processos, a intercooperação e o fortalecimento da gestão de riscos. Os resultados indicam que, apesar das dificuldades iniciais, a resolução impulsionou melhorias na governança e na análise de crédito, contribuindo para uma maior sustentabilidade operacional. Conclui-se que a atuação preventiva, aliada à profissionalização e à adequada distribuição de informações, é essencial para a sobrevivência das cooperativas S4 no novo cenário regulatório. |