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Abstract:
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As próteses faciais confeccionadas com elastômeros, especialmente o
silicone, desempenham papel fundamental na reabilitação estética, funcional e
psicossocial de pacientes com perdas faciais decorrentes de traumas, cirurgias ou
malformações congênitas. No entanto, a superfície porosa desses materiais
favorece a formação de biofilmes microbianos, o que compromete tanto a saúde do
paciente quanto a durabilidade da prótese. O presente trabalho teve como objetivo
revisar a literatura acerca dos protocolos de desinfecção aplicados a próteses faciais
de elastômeros. Foi realizada uma busca de artigos publicados entre 2005 e 2025
nas bases PubMed, Web of Science, Scopus e Google Acadêmico. Após a aplicação
dos critérios de inclusão e exclusão, 11 estudos compuseram a amostra final. Os
resultados indicaram que o gluconato de clorexidina, em diferentes concentrações,
permanece como o agente mais utilizado e eficaz na redução da viabilidade
microbiana. Contudo, seu uso prolongado pode causar alterações cromáticas e
estruturais no silicone. Nesse sentido, alternativas como a própolis verde, extratos
vegetais, óleos essenciais, radiação ultravioleta-C (UV-C) e a incorporação de
nanopartículas de dióxido de titânio demonstraram eficácia antimicrobiana
promissora, preservando em maior grau as propriedades físico-químicas do material.
De forma geral, não há consenso sobre um protocolo universal, mas a combinação
de métodos mecânicos e químicos se mostrou a estratégia mais equilibrada.
Conclui-se que há necessidade de estudos clínicos longitudinais que validem esses
protocolos em condições reais de uso, visando estabelecer diretrizes padronizadas e
seguras para a prática clínica. |