Desenvolvimento e validação de metodologia cromatográfica para a identificação do perfil químico de comprimidos do tipo Ecstasy apreendidos na região de Joinville/SC

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Desenvolvimento e validação de metodologia cromatográfica para a identificação do perfil químico de comprimidos do tipo Ecstasy apreendidos na região de Joinville/SC

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Title: Desenvolvimento e validação de metodologia cromatográfica para a identificação do perfil químico de comprimidos do tipo Ecstasy apreendidos na região de Joinville/SC
Author: Soares, Julia Carolina
Abstract: Relatórios mundiais apontam para o crescimento do consumo e apreensão de drogas sintéticas, sendo as do tipo ecstasy, destaque no mercado brasileiro. Rotas sintéticas variadas com emprego de diferentes produtos químicos têm sido observadas nos laboratórios clandestinos desmantelados. No Brasil, quantidades crescentes de ecstasy vêm sendo apreendidas. Entre os anos de 2018 a 2020 ao menos oito laboratórios clandestinos foram desmantelados no território brasileiro com maior concentração de ocorrências nos estados do sul do país. Os resíduos de precursores, intermediários e impurezas de síntese, compõem o perfil químico dos comprimidos do tipo ecstasy, e trazem informações sobre o processo de fabricação. Determinar o perfil das impurezas nos comprimidos de ecstasy pode contribuir para potencial vinculação de origem e rota de síntese entre diferentes apreensões, bem como estabelecer conexões entre laboratórios clandestinos. O trabalho teve como objetivo desenvolver e validar a metodologia utilizada na Polícia Científica de Santa Catarina, em Joinville, para identificação do perfil químico dos comprimidos apreendidos como ecstasy (MDMA e MDA). Para as análises cromatográficas foi utilizado equipamento de cromatografia gasosa 7890A (Agilent®), sendo avaliada a temperatura de injeção, temperatura de linha de transferência, temperatura de fonte de íons, vazão do SPLIT e a rampa de temperatura. Para o preparo da amostra foi realizada uma LLE, sendo testadas as variáveis: solvente de extração, tempo de agitação, pH da solução tampão e massa do comprimido. O método foi validado com base nos guias da ANVISA, UNODC e SWGTOX, e assim, os parâmetros de precisão, seletividade, carryover e estabilidade foram definidos. Por fim, o método foi aplicado em comprimidos tipo ecstasy provenientes da casuística do laboratório. O melhor perfil de cromatograma foi obtido com uma rampa de 50ºC por 2 min, 10ºC/min até 290ºC e 290ºC por 4 min, com um tempo total de corrida de 38 min. O preparo da amostra definido foi de 50 mg do comprimido triturado, adicionado de 1 mL do tampão carbonato 0,1 M pH 12.5, agitação durante 1 min, 1 mL de acetato de etila, agitação por mais 1 min, centrifugação a 4000 rpm durante 4 min e o sobrenadante é injetado no GC-MS. O método se mostrou preciso (com valores de coeficiente de correlação inferior a 15%), seletivo (sem picos interferentes ao analisar excipientes), sem efeito residual (carryover) e as amostras foram estáveis por 15 dias após a trituração. A metodologia foi testada em casos reais envolvendo comprimidos com o mesmo desenho, 3 deles obtiveram o mesmo perfil e 2 deles eram divergentes, contribuindo para a hipótese de vinculação de origem de fabricação. O perfil cromatográfico obtido ao final da metodologia proposta apresentou mais informações relacionadas ao perfil químico em comparação ao atual método implementado na rotina do laboratório, de forma a acrescentar informações sobre a composição e rota de síntese dos comprimidos apreendidos, e assim, contribuir para auxiliar na inteligência policial no estudo de rotas de tráfico dessas substâncias.Abstract: Worldwide reports point to the growth in the consumption and seizure of synthetic drugs, with the ecstasy type being the highlight in the Brazilian market. Varied synthetic routes using different chemicals were observed in dismantled clandestine laboratories. In Brazil, increasing quantities of ecstasy have been seized. Between 2018 and 2020, at least eight clandestine laboratories were dismantled in Brazilian territory, with the highest concentration of incidents in the southern states of the country. The residues of precursors, intermediates and synthetic impurities, make up the chemical profile of ecstasy tablets, and provide information about the manufacturing process. Determining the profile of impurities in ecstasy tablets can contribute to a potential link of origin and route of properties between different seizures, as well as establishing connections between clandestine laboratories. The aim of the work was to develop and validate the methodology used by the Scientific Police of Santa Catarina, in Joinville, to identify the chemical profile of pills seized as ecstasy (MDMA andMDA). For chromatographic analysis, 7890A gas chromatography equipment (Agilent®) was used, and the injection temperature, transfer line temperature, ion source temperature, SPLIT flow rate and temperature ramp were evaluated. To prepare the sample, an LLE wascarried out, testing the variables: extraction solvent, stirring time, pH of the buffer solution and tablet mass. The method was validated based on ANVISA, UNODC and SWGTOX guidelines, and thus, the precision, selectivity, carryover and stability parameters were defined. Finally, the method was applied to ecstasy-type tablets from the laboratory sample. The best chromatogram profile was obtained with a ramp of 50ºC for 2 min, 10ºC/min to 290ºC and 290ºC for 4 min, with a total run time of 38min. The defined sample preparation was 50 mg of the crushed tablet, added with 1 mL of 0.1 M carbonate buffer pH 12.5, shaking for 1 min, 1 mL of ethyl acetate, shaking for another 1 min, centrifugation at 4000 rpm for 4 min and the supernatant is injected into the GC-MS. The method proved to be accurate (with correlation coefficient values below 15%), selective (no interfering peaks when analyzing excipients), no residual effect (carryover) and the samples were stable for 15 days after crushing. The methodology was tested in real cases involving tablets with the same design, 3 of them obtained the same profile and 2 of them were divergent, contributing to the hypothesis of manufacturing origin linkage. The chromatographic profile obtained at the end of the proposed methodology presented more information related to the chemical profile in comparison to the current method implemented in the laboratory routine, in order to add information about the composition and synthesis route of the seized tablets, and thus, contribute to assist in the police intelligence in the study of trafficking routes for these substances.
Description: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Farmacologia (Mestrado Profissional), Florianópolis, 2023.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/269964
Date: 2023


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