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Abstract:
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Este trabalho foi realizado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Santa Catarina - CREA-SC. Teve como finalidade promover a interação entre os engenheiros de aquicultura e o Sistema CONFEA/CREAs, apresentando aos profissionais seus direitos e deveres perante este Sistema, assim como os benefícios desta interação, buscando a valorização da profissão Engenharia de Aquicultura. Esta interação deve ocorrer na forma do registro profissional, de seus serviços junto ao CREA, e da participação destes profissionais nas decisões do Conselho.
Foram realizadas pesquisas através de questionários aplicados aos engenheiros de aquicultura e através do banco de dados do Sistema CONFEA/CREAs, para levantar a realidade do engenheiro de aquicultura, e o grau de interação destes com o Conselho. Observou-se que mais da metade dos profissionais que participaram da pesquisa, possuem pouco ou nenhum conhecimento sobre o CREA-SC, sobre a ABEAQUI e sobre a ART. Apenas 41% destes profissionais estão trabalhando em sua área de formação, e, dos que trabalham, 78% está registrado no CREA-SC. Este resultado é melhor do que se esperava, porém ainda há um baixo índice de anotações dos serviços realizados por estes profissionais através da ART. As anotações destes serviços, em contrapartida, estão sendo realizadas por muitos engenheiros agrônomos, o que mostra que o campo de atuação dos engenheiros de aquicultura também está sendo ocupado por profissionais de outras áreas e que estes profissionais já tem a consciência formada sobre a importância das anotações.
Apesar de a aquicultura ser uma atividade bem difundida no Estado, onde se encontra em constante crescimento, e o CREA-SC ser o portador do maior número de engenheiros de aquicultura registrados no Sistema CONFEA/CREAs, este Conselho não está cumprindo seu papel para as atividades de aquicultura. Não há treinamento para a fiscalização destas atividades e não há códigos suficientes que traduzam a realidade das atividades de engenharia de aquicultura, e nem a realidade das competências destes profissionais.
Outro ponto discutido foi a instituição de ensino. O curso de aquicultura é referência no país, porém os alunos e profissionais sentem a necessidade de um reforço nas disciplinas voltadas á engenharia clássica. Este reforço é fundamental para que o profissional assuma sua identidade de engenheiro e possa ampliar seu campo de atuação, dentro de seu perfil.
Estas e outras reivindicações, assim como a participação do engenheiro de aquicultura no CREA, devem ser realizadas de uma maneira organizada, e o principal meio para se obter estas conquistas são as associações profissionais, que chamamos de Entidades de Classe. Para que isso ocorra, todos devem contribuir para o fortalecimento da entidade de sua classe, que para os engenheiros de aquicultura é a ABEAQUI.
Considerando a importância da interação Conselho/profissional e todos os pontos que impedem a aproximação do engenheiro de aquicultura junto ao seu Conselho, foram levantadas propostas para que esta interação ocorra da melhor forma possível, resultando no fortalecimento de ambos os lados. |