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Abstract:
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Este trabalho busca analisar de forma quantitativa qualitativa as materializações de formações
discursivas a respeito da identidade parda dentro do rap nacional durante o período
compreendido entre 1999-2025. O referencial teórico contempla os trabalhos de Tomaz Tadeu
da Silva (2000) e Oracy Nogueira (2006), para pensar a identidade parda de forma ideológica
e compreender a constituição do sujeito pardo em contexto brasileiro, e Renata da Silva
(2009) e Mayara Maria Alonge dos Santos (2024), para situar o sujeito pardo sob à luz das
teorias de ideologia e identidade e diferença. Para contextualizar o pardo
historiograficamente, foi utilizado os trabalhos de Peter Fry (2006), Petrônio Domingues
(2001), Antonio Sérgio Alfredo Guimarães (2006), Ticiana de Oliveira Antunes (2021),
Estevão Rafael Fernandes (2019) e Isadora Lunardi Diehl (2012). A análise realizada age em
retrospecto com a historiografia da identidade parda, identificando como e em quais
momentos foi utilizado de aparato ideológico na manutenção da identidade mestiça. O arsenal
teórico a respeito de ideologia é utilizado igualmente na análise da materialização das
formações discursivas sobre o pardo no rap nacional, demonstrando como esse espaço serve
de arena bakhtiniana de conflitos ideológicos, e como a identidade parda é negociada dentro
deste espaço cultural que é o rap. |