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A imagem de um caminho que se bifurca, metáfora central do poema “The road not
taken”, transcende o âmbito da poesia estadunidense, ecoando de modo ubíquo em
diferentes culturas e contextos. A encruzilhada no bosque, representada como um dilema
de percurso, não é exclusiva de Robert Frost (1874-1963), vale notar, mas um signo de
ressonância universal, pois remete à experiência da escolha. Desde as corriqueiras
decisões cotidianas até aquelas capazes de moldar o futuro, em algum momento cada um
de nós já se viu (e ainda se verá) diante de uma decisão pessoal e intransferível que, uma
vez tomada, cabe somente seguir adiante. Os significados da bifurcação no caminho
emergem justamente dessa construção simbólica, sendo reforçados poeticamente nos
diferentes níveis do sistema linguístico — fonético, lexical e sintático. |
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O poema "The road not taken" ocupa uma posição singular na cultura estadunidense. Sua popularidade ultrapassa até mesmo obras que a crítica considera centrais para a compreensão do Modernismo.
A partir da imagem de um caminho bifurcado, Frost apresenta o dilema da escolha e as múltiplas possibilidades que cada decisão carrega. A quase inevitável autojustificação criada pela memória surge menos como verdade vivida e mais como invenção necessária para dar sentido às experiências intrinsecamente ambíguas.
Nascido em 26 de março de 1874, em São Francisco, Robert Frost mudou-se para a Nova Inglaterra aos 11 anos, após a morte do pai Seus poemas frequentemente começam com cenas simples (um muro rachado, um caminho na floresta, um riacho congelado) e se expandem em reflexões existenciais sobre a relação entre ser humano e natureza e sobre as incertezas da vida contemporânea, sempre expressas em uma linguagem coloquial com densidade filosófica |
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