Homogeneização antropogênica da Mata Atlântica subtropical e diversificação por meio de restauração ecológica e agroflorestal

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Homogeneização antropogênica da Mata Atlântica subtropical e diversificação por meio de restauração ecológica e agroflorestal

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Title: Homogeneização antropogênica da Mata Atlântica subtropical e diversificação por meio de restauração ecológica e agroflorestal
Author: Tarouco, Elizabeth Eny Gusmão
Abstract: A implantação de grandes empreendimentos, como Usinas Hidrelétricas (UHEs), tem provocado transformações profundas nos ecossistemas ribeirinhos, impactando tanto a biodiversidade quanto os modos de vida das comunidades tradicionais. A construção da UHE São Roque, no Rio Canoas (SC), resultou em perda de habitats, alteração do regime hídrico e deslocamento compulsório de populações locais, intensificando processos de homogeneização biótica e comprometendo a diversidade beta — componente essencial para a resiliência ecológica. Diante desse cenário, o presente projeto tem como objetivo investigar o potencial do conhecimento ecológico local das comunidades ribeirinhas atingidas por empreendimentos hidrelétricos como ferramenta para orientar a recuperação, considerando a diversidade beta, das florestas ribeirinhas impactadas pela construção de barragensampliar a diversidade beta e orientar a recuperação das florestas ribeirinhas impactadas pela construção de barragens. A pesquisa fundamenta-se na comparação entre três listas de espécies: (i) espécies utilizadas pela empresa em seu programa de compensação ambiental; (ii) espécies registradas em inventários florestais prévios; e (iii) espécies citadas por agricultores ribeirinhos durante entrevistas, considerando sua distribuição espacial, valor cultural e relevância ecológica. Foram empregadas análises de diversidade alfa e beta, além de índices de dissimilaridade, a fim de avaliar padrões de homogeneização biótica e identificar lacunas nas estratégias de compensação. Complementarmente, o trabalho incorpora uma análise da legislação vigente, avaliando até que ponto os instrumentos legais reconhecem a importância da diversidade ecológica e da participação comunitária no licenciamento. Os resultados indicam que a lista da empresa apresenta baixa representatividade em relação à riqueza florística encontrada nas amostragens de campo e no conhecimento ecológico local, reforçando tendências de simplificação e homogeneização biótica. Em contrapartida, a incorporação do saber comunitário mostrou-se uma ferramenta eficaz para identificar espécies raras e especialistas, potencializando a diversidade beta e enriquecendo estratégias de restauração. Assim, a integração entre dados técnicos e conhecimento local pode subsidiar um modelo de restauração mais justo e diverso.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268776
Date: 2025


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