Educação para a memória: Uma longa viagem, de Lúcia Murat

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Educação para a memória: Uma longa viagem, de Lúcia Murat

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina pt_BR
dc.contributor.advisor Vaz, Alexandre Fernandez
dc.contributor.author Nogueira, Rhebeca Miranda
dc.date.accessioned 2025-09-09T18:59:55Z
dc.date.available 2025-09-09T18:59:55Z
dc.date.issued 2025-09-08
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268714
dc.description Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Educação. Departamento de Metodologia de Ensino. pt_BR
dc.description.abstract O presente trabalho tem origem no projeto Cultura, memória e elaboração do passado: sobre a cinematografia sobre mulheres perseguidas na última ditadura, pertencente ao programa de pesquisas Teoria Crítica, Racionalidades e Educação (VI-VII): estudos sobre o tempo presente. Atemo-nos aqui ao longa-metragem documental Uma longa viagem, de Lúcia Murat (2011) que se insere nos esforços para a reelaboração do passado da ditadura civil-militar que tomou o poder em 1964 e durou 21 anos, e da Guerra Fria, aquele movimento internacional que opôs os países alinhados à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), liderados pelos Estados Unidos da América (EUA), e os do Pacto de Varsóvia, sob a liderança da extinta União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Narrado por Lúcia, constrói-se em dois planos: com imagens de arquivo, diálogos entre ela e Heitor, o irmão mais novo, e cartas que este enviou ao Brasil nos anos 1970, quando a família, para afastá-lo da luta armada, enviou-o para Londres; na reconstrução em que o ator Caio Blat interpreta a juventude do caçula, marcada por viagens, substâncias psicoativas e loucura. Recusando o heroísmo e perguntando-se por esperanças malogradas, luta armada e contracultura são tematizadas em lacunas, fragmentos e sobreposição de tempos e imagens, materializando o enfrentamento do passado de toda uma geração. O documentário, ainda, compõe a tentativa de elaboração do luto da perda de Miguel, irmão deles, em 2009. As memórias de Heitor na Europa, EUA e Oriente Próximo dizem do contexto histórico e da relação entre os três. Fotografias, filmes em Super-8, 35 mm e digital e a própria cadência narrativa justapõem e confrontam temporalidades, espaços e texturas, sublinhando a natureza multifacetada, lacunar e coletiva da memória e situando que sua disputa é também por palavras e sentidos. Lúcia constrói um campo de resistência em que testemunho e memória se encontram para reelaborar criticamente o passado, possibilitando, por meio da expressão de sua vida familiar, discussões sobre gênero, classe, juventude e política. Se a arte é expressão do inconsciente da experiência histórica, como propõem Walter Benjamin em suas Teses sobre o conceito de história, e Theodor W. Adorno, em sua Teoria estética, Uma longa viagem é exemplar no esforço contra o esquecimento e pela reelaboração da dor, questão tão necessária para uma educação crítica, como pontua o mesmo Adorno em seus textos pedagógicos, e, de forma mais ampla, fundamental para a constituição do sujeito, como aprendemos com Sigmund Freud. pt_BR
dc.format.extent Vídeo. pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC pt_BR
dc.subject Memória pt_BR
dc.subject Murat, Lúcia pt_BR
dc.subject Ditadura civil-militar pt_BR
dc.subject Teoria Crítica e Educação pt_BR
dc.subject Cinema pt_BR
dc.title Educação para a memória: Uma longa viagem, de Lúcia Murat pt_BR
dc.type video pt_BR


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