Do campo à cozinha: Práticas alimentares de participantes de Redes Alimentares Alternativas

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Do campo à cozinha: Práticas alimentares de participantes de Redes Alimentares Alternativas

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Title: Do campo à cozinha: Práticas alimentares de participantes de Redes Alimentares Alternativas
Author: Finger, Amanda Eduarda Ferreira
Abstract: O uso intensivo de agrotóxicos no Brasil, maior consumidor mundial desses produtos, gera impactos ambientais, riscos à saúde e amplia o distanciamento entre produtores e consumidores. Em resposta, as Redes Alimentares Alternativas (RAAs) surgem como estratégias que valorizam circuitos curtos de comercialização e práticas alimentares mais saudáveis e sustentáveis. Entre elas destacam-se as Células de Consumidores Responsáveis (CCR), vinculadas ao LACAF/UFSC, que organizam a compra de cestas agroecológicas de agricultores familiares certificados pela Rede Ecovida. Este estudo transversal analisou práticas alimentares, motivações, dificuldades, consumo de frutas, legumes e verduras (FLV) e habilidades culinárias de participantes das CCR em Florianópolis. Foram coletadas 144 respostas por questionário online, contemplando dados sociodemográficos, características culinárias pessoais e oito escalas validadas para avaliar habilidades culinárias e práticas alimentares. As diferenças entre escores foram analisadas por ANOVA ou teste-t, adotando nível de significância de 5%. A maioria dos participantes era do sexo feminino, com média de idade de 48 anos, pós-graduação completa e renda de até três salários mínimos. Apesar de 93% afirmarem saber cozinhar, dificuldades como variação no preparo e desconhecimento sobre como preparar determinados alimentos foram relatadas. Os resultados mostraram que sexo, idade, ocupação, tempo disponível para cozinhar, presença de filhos e percepção sobre o saber cozinhar influenciaram significativamente os escores de autoeficácia, atitudes e comportamentos culinários. Mulheres apresentaram maiores médias em autoeficácia no uso de FLV e em conhecimento culinário, reforçando evidências de que relatam maior confiança e frequência no preparo de refeições. Participantes mais velhos (55–82 anos) tiveram maiores escores em atitude culinária e autoeficácia no consumo de FLV, sugerindo que a experiência favorece práticas alimentares positivas. Estudantes mostraram maiores médias em atitude culinária e comportamento culinário fora de casa, enquanto casados apresentaram maior frequência de refeições fora em comparação aos solteiros. Outros fatores também se destacaram: ter filhos associou-se a maior acessibilidade de FLV e autoeficácia no consumo; não relatar dificuldades no uso da cesta relacionou-se a melhores escores em atitude e autoeficácia; não desperdiçar alimentos esteve ligado a maior atitude culinária; saber cozinhar associou-se a maior comportamento culinário em casa e técnicas culinárias; mais tempo disponível favoreceu a presença de FLV; e realizar a principal refeição em casa relacionou-se a maiores escores em atitude e comportamento culinário. Conclui-se que características individuais influenciam de forma significativa as práticas alimentares e culinárias, reforçando a relevância das RAAs como espaços de promoção do consumo de FLV, estímulo à prática culinária e fortalecimento da relação entre consumidores e produtores.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268615
Date: 2025-09-08


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