Crédito e trabalho: estratégias subalternas de acesso a crédito no século XIX

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Crédito e trabalho: estratégias subalternas de acesso a crédito no século XIX

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dc.contributor Universidade Federal de Santa Catarina pt_BR
dc.contributor.advisor Lima Filho, Henrique Espada Rodrigues
dc.contributor.author Lima, Tainara Teofilo
dc.date.accessioned 2025-09-09T14:57:26Z
dc.date.available 2025-09-09T14:57:26Z
dc.date.issued 2025-09-08
dc.identifier.uri https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268558
dc.description Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Departamento de História. pt_BR
dc.description.abstract O objetivo desta pesquisa foi investigar a participação dos trabalhadores pobres e libertos na economia cotidiana e informal de crédito no século XIX. Os Contratos de locação de serviços, armazenados nos Livros de Notas do 1º e 2º Ofício de Desterro, firmados ao longo de todo o século XIX, revelam não apenas o perfil das pessoas que decidiram por esses empreendimentos, mas também o funcionamento do crédito privado e informal da periférica Ilha de Santa Catarina. Essa prática foi regulamentada apenas em 1871 com a Lei do Ventre Livre, mas remontava ao início do século XIX. Para pagarem por suas liberdades, era possível que os escravizados contraíssem dívidas com terceiros, quitassem o valor da alforria junto a seus senhores e ficassem devedores desse valor a seus credores. A dívida seria paga a partir de prestação de serviços ou por meio de um jornal (um pagamento periódico), proveniente de outro tipo de atividade que o escravo porventura praticasse. Constata-se que entre 195 Contratos de locação de serviço, ou outros tipos de ações relacionadas a eles, distribuídos entre os anos de 1831 e 1887, no mínimo 87% foram empreendidos para conquistarem a liberdade; 92% foi pago com trabalho, em vez de pagamentos mensais, como por vezes acontecia; os prazos desses contratos estiveram concentrados entre 5 e 7 anos de serviço, mas podiam chegar a 15 anos, 25 anos ou até a morte do senhor, como foi o caso de alguns; os valores desses contratos variavam, majoritariamente, entre 300 e 600 mil réis, ainda que alguns contratos foram acordados em 900 mil e até 1 conto. Engana-se quem pensar que os escravizados eram vítimas passivas de um sistema no qual a escravidão era extremamente lucrativa e, o mercado de crédito, amplamente procurado. Engana-se também quem pensar que aqueles sujeitos trabalhadores não eram capazes de movimentar dinheiro. Isso é facilmente observável ao olhar para o montante que essas 194 ações geraram: 66:252$270. Trabalhadores escravizados, libertos e/ou livres pobres eram parte integrante da economia informal da Desterro do século XIX e, por meio de seus trabalhos, buscavam uma forma de alcançar a liberdade e uma vida digna, para além da sobrevivência. pt_BR
dc.format.extent Vídeo pt_BR
dc.language.iso por pt_BR
dc.publisher Florianópolis, SC pt_BR
dc.subject Escravidão pt_BR
dc.subject Crédito pt_BR
dc.subject Trabalho pt_BR
dc.subject Liberdade pt_BR
dc.title Crédito e trabalho: estratégias subalternas de acesso a crédito no século XIX pt_BR
dc.type video pt_BR
dc.contributor.advisor-co Penna, Clemente Gentil


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