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A mastite bovina é uma das principais doenças em vacas leiteiras, causando prejuízos econômicos e impactos na produção. O tratamento convencional com antibióticos apresenta limitações, como resíduos no leite e resistência bacteriana, além de ser restrito em sistemas orgânicos. Assim, alternativas naturais tornam-se necessárias.
Os exossomos do leite são vesículas extracelulares estáveis e biocompatíveis, capazes de transportar compostos bioativos. Já a macela (Achyrocline satureioides) possui propriedades antimicrobianas reconhecidas. A combinação desses dois elementos representa uma estratégia inovadora para o tratamento da mastite.
O objetivo do trabalho foi padronizar o isolamento e a caracterização de exossomos a partir do leite bovino. O processo envolveu centrifugação, filtração em membranas e ultracentrifugação, seguido de caracterização por dispersão dinâmica de luz. Foram testados diferentes métodos de pré-processamento, incluindo a precipitação da caseína e o tempo de ultracentrifugação.
Os resultados mostraram que os métodos de precipitação da caseína não foram eficazes, enquanto a combinação de filtração em membranas de 0,65–0,45–0,22 µm com 3 horas de ultracentrifugação foi a mais eficiente. Os exossomos obtidos apresentaram tamanho médio de 110 nm, polidispersão de 0,29 e potencial zeta de –23,6 mV, valores compatíveis com partículas estáveis e homogêneas.
Conclui-se que o protocolo padronizado foi eficiente para o isolamento de exossomos, estabelecendo base para a próxima etapa: o carregamento com extrato de macela e avaliação antimicrobiana contra Staphylococcus aureus. |
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