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A restauração de ecossistemas degradados demanda a compreensão dos fatores que influenciam a recuperação da biodiversidade. Este estudo avaliou a comunidade da fauna edáfica em estágios de restauração (Inicial, Intermediário e Avançado) no Parque Estadual Rio Canoas, Santa Catarina, após a remoção de Pinus taeda. Foram utilizadas armadilhas pitfall e monólitos de solo para determinação da abundância e riqueza, índices de diversidade de Shannon (H') e uniformidade de Pielou (J'). A amostragem por pitfall e monolito não detectou diferenças estatisticamente significativas nos índices ecológicos entre os estágios (p > 0,05). Embora os índices de diversidade de Collembola não tenham variado significativamente, a análise da composição por ordens revelou uma reorganização da comunidade, com presença de Entomobryomorpha em todos os estágios e uma acentuada redução da ordem Poduromorpha em fases mais avançadas de restauração. A alta densidade de Hymenoptera nos monólitos destaca a influência de grupos sociais na composição da comunidade, enquanto a presença marcante de Oligochaeta no estágio Inicial aponta para a especificidade de nichos em fases iniciais de sucessão. A dinâmica de espécies pioneiras sendo gradualmente substituídas ou co-existindo com espécies mais sensíveis, reflete o progresso da sucessão ecológica. Futuras pesquisas em diferentes escalas temporais, podem aprofundar a compreensão das mudanças nas comunidades edáficas. |
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