Por que as pessoas aderem afetivamente à extrema direita?
Author:
Antonakopoulos, Felipe Valente
Abstract:
Essa pesquisa investigou como e quais afetos são instrumentalizados pela extrema-direita no Brasil. O estudo se baseou em conceitos importantes da obra de Espinosa, como afeto, paixão, superstição, servidão para construção de categorias de análise a posteriori. Metodologicamente a pesquisa foi dividida em quatro etapas. 1. Revisão bibliográfica, como mapeamento de referências que relacionam afetividade com extrema-direita. 2. Revisão sistemática específica dos trabalhos realizados na psicologia brasileira em relação à afetividade e extremismo político nos bancos de dados: CAPES, PEPSIC e SciELO. 3. Realização de entrevistas no método “bola de neve” com eleitores da extrema direita do Brasil para entender os afetos que sustentam essa adesão, assim como, a análise do conteúdo dessas entrevistas que identificou o medo como afeto central nessa adesão política. 4. A pesquisa realizará a divulgação de artigos e outras formas de disseminação para contribuir com o fenômeno da expansão da extrema direita a partir da ótica da psicologia social. A pesquisa conclui que a adesão a projetos autoritários está atrelada a mecanismos afetivos como a “servidão afetiva” que mobiliza paixões tristes operando uma maior superstição nos sujeitos de forma a diminuir a sua autonomia.