Medidas de desempenho e funcionalidade de indivíduos pós-AVC em tratamento conservador e após terapia trombolítica na fase aguda e subaguda em um hospital do Extremo Sul de Santa Catarina

DSpace Repository

A- A A+

Medidas de desempenho e funcionalidade de indivíduos pós-AVC em tratamento conservador e após terapia trombolítica na fase aguda e subaguda em um hospital do Extremo Sul de Santa Catarina

Show full item record

Title: Medidas de desempenho e funcionalidade de indivíduos pós-AVC em tratamento conservador e após terapia trombolítica na fase aguda e subaguda em um hospital do Extremo Sul de Santa Catarina
Author: Matos, Vitória Rabelo
Abstract: Introdução: O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma manifestação clínica potencialmente grave, sendo a segunda principal causa de morte e terceira causa de morte e incapacidade combinadas. O impacto do AVC na pessoa acometida é extenso. Estudos sinalizam que os indivíduos acometidos apresentam incapacidades graves, as quais reduzem a funcionalidade e consequentemente a qualidade de vida. Os primeiros três meses após o AVC representam um período determinante para a recuperação motora e funcional. Identificar marcadores clínicos precoces capazes de predizer a funcionalidade tem sido uma estratégia relevante na reabilitação pós-AVC, especialmente no período subagudo. Objetivo: Avaliar as medidas de desempenho e funcionalidade de indivíduos acometidos pelo AVC na fase hospitalar e após três meses do evento cerebrovascular. Métodos: Estudo de caráter observacional prospectivo com indivíduos diagnosticados com AVC. Foram aplicadas as seguintes escalas: Escala de Mobilidade Hospitalar e teste de força de preensão manual com dinamômetro na fase aguda e WHO Disability Assessment Schedule 2.0 (WHODAS 2.0), Classificação Funcional de Deambulação (FAC) e Escala de Rankin Modificada (mRS), por contato telefônico, na fase subaguda. Resultados: Na fase aguda, os participantes apresentaram, em sua maioria, incapacidade funcional moderada a grave, mobilidade reduzida e déficit de força de preensão manual. Na fase subaguda, a aplicação do WHODAS 2.0 obteve um percentual complexo de 41,51±26,51% de incapacidade. A Escala de Rankin Modificada indicou que 44,44% dos indivíduos são independentes, e 55,56% possuem dependência moderada, moderadamente grave ou grave. Pela FAC, 42,59% dos participantes caminhavam de forma independente em qualquer tipo de superfície, e 50% deambulavam apenas com algum tipo de auxílio. Foi encontrada correlação estatisticamente significativa entre o WHODAS 2.0 e o Rankin após três meses (ρ=0,87; p=0,87; p<0,001) e entre o WHODAS 2.0 e a FAC (ρ=-0,83; p<0,001). A análise de regressão linear demonstrou que a mobilidade foi um preditor significativo da funcionalidade percebida (WHODAS%), explicando isoladamente 25,6% da variância do desfecho (R² = 0,256; p < 0,001). Após o ajuste por covariáveis clínicas e sociodemográficas (idade, sexo, tipo de AVC, trombólise, dias de internação e realização de fisioterapia), a mobilidade manteve-se associada de forma independente à funcionalidade, elevando o R² do modelo de 0,338 para 0,483 (ΔR² = 0,145; p < 0,001). Conclusão: A maioria dos pacientes apresentou incapacidade moderada a grave na fase aguda, com limitações funcionais persistentes três meses após a alta hospitalar. A mobilidade na fase aguda destacou-se como principal preditor da funcionalidade três meses após o AVC.
Description: Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências, Tecnologias e Saúde. Departamento de Fisioterapia.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/268126
Date: 2025-09-06


Files in this item

Files Size Format View
vídeoSIC.mp4 14.97Mb MPEG-4 video View/Open

This item appears in the following Collection(s)

Show full item record

Search DSpace


Advanced Search

Browse

My Account

Statistics

Compartilhar