Impacto de um programa de reabilitação pulmonar em pacientes sobreviventes da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)

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Impacto de um programa de reabilitação pulmonar em pacientes sobreviventes da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)

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Title: Impacto de um programa de reabilitação pulmonar em pacientes sobreviventes da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)
Author: Souza, Alex Moreira
Abstract: Introdução: A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo (SDRA) é uma condição clínica grave, que requer internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e reabilitação após alta hospitalar. Os pacientes que passaram pela SDRA podem apresentar comprometimento musculoesquelético, mental e cognitivo em longo prazo. Objetivo: Objetivou-se investigar os efeitos de um programa de RP em pacientes sobreviventes da SDRA sobre a capacidade de exercício, a funcionalidade, a arquitetura e qualidade muscular do quadríceps, a mobilidade e espessura do diafragma e a força de extensores de joelho. Secundariamente, identificou-se o ponto de início de mudança dos desfechos. Métodos: Trata-se de um estudo experimental de caso único (desenho AB com follow-up, sendo A: baseline e B: intervenção) em que as variáveis de interesse foram avaliadas em diferentes momentos do tempo. A capacidade de exercício foi determinada pela distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (TC6’), a funcionalidade pelo escore total do World Health Organization Disability Assessment Schedule (WHODAS) 2.0, a arquitetura e a qualidade muscular do quadríceps e a mobilidade e espessura do diafragma pela ultrassonografia e a força de extensores de joelho pela dinamometria manual. A fase A durou entre duas a três semanas, com quatro avaliações separadas por 48 horas. Na fase B, o programa de RP teve duração de 8 semanas, com treinamento aeróbio e resistido, e avaliações quinzenais. O follow-up foi realizado no 3º e 6º meses após o término da RP. Os resultados foram examinados por meio da análise visual por três examinadores independentes, corroborada pelo método da banda de dois desvios-padrão (p<0,05). Resultados: Dois indivíduos participaram do estudo (um homem – Paciente 1 – e uma mulher – Paciente 2), ambos diagnosticados com SDRA durante hospitalização por COVID-19 e com comorbidades como diabetes, hipertensão arterial sistêmica e obesidade grau II. Foi observado aumento significativo da distância percorrida no TC6’, da área de secção transversa do reto femoral e da espessura diafragmática para ambos os pacientes. Adicionalmente, o paciente 1 apresentou aumento da espessura total do quadríceps e da mobilidade diafragmática, enquanto a paciente 2 apresentou aumento da força dos extensores de joelho e da melhora da funcionalidade. A maior parte das mudanças ocorreu entre a 4ª e a 6ª semana de reabilitação. No follow-up, a maioria dos ganhos foi mantida, exceto pela redução da distância no TC6’ no 6º mês para o paciente 1 e pela diminuição da área de secção transversa do quadríceps para a paciente 2. Conclusão: O programa de RP promoveu ganhos relevantes na capacidade funcional, desempenho muscular e parâmetros morfofuncionais do quadríceps e do diafragma em dois sobreviventes da SDRA. Essas melhoras foram, em grande parte, sustentadas por até seis meses após o término da intervenção. Tais achados reforçam o potencial da RP como estratégia terapêutica para essa população.
URI: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/267850
Date: 2025-09-02


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