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Abstract:
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Introdução: A avaliação da força muscular é essencial na reabilitação. No entanto, a literatura carece de valores normativos para comparação e interpretação dos resultados para o processo de reabilitação. Objetivos: Estabelecer valores de referência para força muscular isométrica de membros superiores em adultos. Métodos: Estudo observacional transversal, com participantes adultos saudáveis, de ambos os sexos, na faixa etária entre 18 a 59 anos. Foi avaliado a força muscular isométrica de cinco grupos musculares de membros superiores. Os participantes foram instruídos a empurrar o dinamômetro manual durante 5 segundos. Uma tentativa de familiarização foi realizada, seguida de três esforços máximos, com intervalo de descanso de 30 segundos. A média dos testes foi utilizada para a análise estatística. Os dados de força foram expressos em quilograma-força, convertidos em newton para o cálculo do torque. O torque foi calculado multiplicando a força, em newton, pelo comprimento, em metros, do braço de alavanca. A normalidade dos dados foi verificada através do teste de Shapiro-Wilk. Foi utilizado o cálculo da média e desvio padrão. ANOVA fatorial de dois fatores foi utilizada para determinar a interação entre o sexo e as faixas etárias. Um modelo de regressão linear múltipla foi utilizado para examinar a associação entre os valores de força e demais variáveis. Para comparação da força muscular entre o lado dominante e não dominante foi utilizado o Teste T de amostras pareadas. O nível de significância adotado foi p ≤ 0,05. Resultados: Adultos de 50 a 59 anos têm força significativamente menor em flexores de cotovelo (10,7 ± 2,7; 18,3 ± 6,0), rotadores externos do ombro (6,0 ± 2,0; 11,0 ± 5,1). As diferenças entre lado
dominante e não dominante foram de 2,5% para flexores do cotovelo, 12,5% para extensores
do cotovelo. Conclusão: Ocorreu relação com a força de MMSS para o sexo, idade, massa corporal e estatura. A força foi maior para os homens, jovens e no lado dominante. |