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Abstract:
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A presente pesquisa, tem como objetivo analisar a organização do espaço nas instituições de Educação Infantil, e como estas contribuem para o desenvolvimento integral das crianças. A pesquisa tem como caminho metodológico estudos bibliográficos relevantes da área sobre a temática e a análise documental dos memoriais do estágio obrigatório supervisionado, produzidos por estudantes do curso de graduação de Pedagogia, nos semestres de 2024.1 e 2024.2. Com base em Faria (2003), Agostinho (2003), Gandini (1999), Carvalho e Rubiano (2000), entre outros, buscou-se aprofundar o debate sobre o espaço como um elemento educativo-pedagógico importante, compreendido como ambiente relacional, que comunica, influência e acolhe, sendo ressignificado pelas interações sociais. O trabalho evidencia a importância do planejamento, da escuta sensível, da observação e dos registros como instrumentos para construir ambientes acolhedores, significativos e coletivos, considerando os gostos, necessidades e os direitos das crianças. A investigação, fundamentada nos memoriais do estágio, destacou as “zonas circunscritas” como uma proposta recorrente, revelando a necessidade de ampliação bibliográfica no curso de Pedagogia. A análise dos memoriais foram organizadas em dois núcleos principais: "Organização do Espaço", onde abordamos sobre as concepções de espaço, a intencionalidade pedagógica de sua organização, e ainda sobre os materiais e materialidades; e "Parque", enfatizando-o como espaço vivo de protagonismo infantil, expressão corporal e imaginação, as análises realizadas revelam que o parque, embora presente no cotidiano das instituições, ainda carece de propostas intencionais que ampliem suas potencialidades como espaço educativo-pedagógico. Ao refletir sobre o estágio como práxis pedagógica, o trabalho ressalta a importância da articulação entre teoria e prática intensa e sistemática, promovendo uma escuta ativa e um olhar atento às interações e aos espaços. Por fim, evidencia-se a urgência de "desemparedar as infâncias" (Tiriba, 2019), ampliando o direito das crianças à convivência com a natureza e a experiências sensoriais, lúdicas e culturais de qualidade na Educação Infantil. |