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Abstract:
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Este Trabalho de Conclusão de Curso busca analisar de que maneira o olhar da medicalização é produzido e sustentado nas práticas pedagógicas, a partir da análise de avaliações nomeadas como parecer descritivo e encaminhamentos do Atendimento Educacional Especializado (AEE), realizados por professoras da Educação Infantil da Rede Municipal de Florianópolis, tendo como metodologia de análise de registros escritos e elaborados pelas professoras da Educação Infantil. Esse estudo tem como objetivo compreender como a medicalização da infância se manifesta nas escritas pedagógicas, sobretudo em crianças vistas como fora do padrão esperado pela instituição. A pesquisa parte do entendimento de que o processo de medicalização tem atravessado o cotidiano escolar ao transformar comportamentos e formas de ser próprias da infância em sintomas de transtornos, enfatizando o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nesse contexto, o diagnóstico passa a ocupar lugar central na forma como as professoras enxergam essas crianças, o que afeta na elaboração de suas práticas pedagógicas. Notou-se, por meio da análise documental, que muitas avaliações e encaminhamentos do AEE não trazem proposições pedagógicas específicas, mas dirigem-se a reforçar características, sobretudo comportamentais, que amparam ou justificam a indicação de um diagnóstico. Os resultados apontam para um discurso que sustenta práticas excludentes e olha para o encaminhamento do AEE como uma resposta institucional mais certeira, transferindo a responsabilidade pedagógica para o campo clínico. |