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Abstract:
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Este Trabalho de Conclusão de Curso investiga como as brincadeiras infantis, operam como dispositivos de reprodução simbólica das desigualdades de gênero, com especial atenção à dominação masculina. A partir de uma abordagem qualitativa e bibliográfica, sustentada nos aportes teóricos de Pierre Bourdieu e Lev Vygotsky, este trabalho discute como o brincar, frequentemente visto como natural e espontâneo, é, na verdade, um campo atravessado por intencionalidades simbólicas, políticas e culturais. Analisando a história social da infância e o papel das práticas de socialização, este trabalho busca compreender como as crianças, por meio das brincadeiras, reproduzem ou tensionam os estereótipos de gênero, sendo ao mesmo tempo agentes da cultura e sujeitos de uma infância que não é homogênea, mas marcada por múltiplas infâncias, atravessadas por classe, raça, território, deficiência e sexualidade. A análise busca evidenciar que o brincar não é um espaço neutro, mas também oferece brechas para invenção simbólica e resistência especialmente quando sustentado por práticas pedagógicas e políticas públicas comprometidas com a equidade e a diversidade. Ao considerar a brincadeira como linguagem legítima da infância e campo de disputa simbólica, o trabalho propõe que a educação assuma um compromisso ético e político com a pluralidade das infâncias, reconhecendo o brincar como ato formativo, crítico e transformador. |