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Abstract:
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Este trabalho propõe uma reflexão crítica sobre as Águas que atingiram Porto Alegre em 2024, não com o intuito de apresentar soluções imediatas, mas de compreender, por meio da arquitetura, da arte e da ciência, as questões sociais, históricas e climáticas que moldam o presente da cidade. A proposta do Cais das Águas configura-se como um ensaio projetual que tensiona os limites entre espaço e memória. Não se trata de monumentalizar a tragédia, mas de inscrever no tecido urbano a necessidade de narrativas que enfrentem o negacionismo com ciência e o esquecimento com memória. O recorte territorial situa-se no Cais Mauá, no bairro Centro Histórico, aqui tomado como espaço de reflexão sobre o papel da arquitetura enquanto mediadora entre memória e futuro, entre desastre e reconstrução. Um lugar onde a paisagem urbana marcada pelo encontro entre rio, muro e patrimônio revela a complexidade de um tempo em que imaginar novos modos de enxergar a cidade tornou-se uma urgência. |