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Abstract:
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A partir da segunda metade do século XX, com a aceleração do
processo de urbanização nas cidades brasileiras, atividades
econômicas antes localizadas em áreas periféricas e fora do
perímetro das cidades são incorporadas à malha urbana. Com o
passar do tempo e diante de mudanças tecnológicas, urbanísticas e
econômicas áreas antes destinadas a atividades industriais,
extrativistas ou de grande impacto ambiental tornam-se ociosas e
subutilizadas.
Estima-se que atualmente no Brasil há 175 mil hectares de áreas
degradadas pela mineração (IBAMA, 2020), somando-se a esse
dado cerca de 15 a 20% dos lotes em regiões metropolitanas são
subutilizados ou ociosos (IPEA,2018). Segundo Maricato (2001), os
espaços degradados por ações humanas acabam se transformando
em vazios urbanos, comprometendo o aproveitamento integral do
território e acentuando a fragmentação socioespacial.
Nesse contexto, torna-se urgente o desenvolvimento de propostas
que visem a revitalização e à reinserção dessas áreas no contexto
socioespacial brasileiro, considerando o papel desses espaços no
incremento da resiliência nas cidades diante da atual crise
climática, especialmente no aumento da ocorrência de eventos
climáticos extremos.
O objetivo central deste projeto é demonstrar o potencial que áreas
ambientalmente degradadas, inseridas no contexto metropolitano,
possuem na criação de novos espaços de uso público através do
processo de revitalização. Junto ao principal objetivo busca-se
propor diretrizes projetuais que auxiliem no aumento da resiliência
urbana através da promoção da preservação ambiental, e estimular
o fortalecimento dos vínculos sociais e do sentimento de
pertencimento da população junto à área de estudo. |