|
Abstract:
|
A sepse é muito frequente em unidade de terapia intensiva (UTI) e pode gerar
sequelas duradouras, entre elas, a fraqueza muscular adquirida na UTI (FAUTI). Sabendo da
alta taxa de incapacidade funcional destes pacientes, é crucial considerar como fatores de
risco não apenas as condições hospitalares, mas explorar os fatores prévios e a gravidade da
admissão que possam impactar na funcionalidade. Objetivo: Analisar a relação de fatores
prévios a internação na UTI e a gravidade da doença com a funcionalidade dos pacientes
sobreviventes a um quadro séptico. Método: Estudo observacional com 35 pacientes, sendo
51% homens, média de idade de 58 anos. Resultado: O sexo feminino, idade maior que 65
anos, PPS prévio menor ou igual a 90%, uso de VMI na admissão, área muscular do RF
menor e maior gravidade, foram fatores que se relacionaram com piores desfechos funcionais
na alta da UTI em pacientes sobreviventes, englobando a ocorrência da FAUTI, força e
mobilidade. Pacientes que desenvolveram a FAUTI apresentaram menor mediana na área de
secção transversa do RF no momento da admissão na UTI, observamos sua ocorrência em 9
pacientes do sexo feminino e apenas 3 no sexo masculino. A média de idade dos pacientes
que deambularam foi de 43 anos, enquanto, pacientes que não deambularam tinham a média
de 63 anos. Pacientes idosos deambularam menos. Conclusão: Este estudo demonstrou que a
pior funcionalidade prévia, massa muscular menor e a maior gravidade da doença na
admissão, estão relacionados à piores desfechos funcionais aos pacientes sobreviventes a
sepse na alta da UTI |