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Abstract:
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Objetivo: analisar a satisfação, autoconfiança e experiência dos profissionais de enfermagem
sobre o debriefing em uma simulação in situ sobre Reanimação cardiopulmonar. Método:
Trata-se de um estudo no modelo de pesquisa quantitativa e descritiva, com a intenção de
descrever resultados e estimar parâmetros. O estudo foi desenvolvido no Hospital Polydoro
Ernani de São Thiago da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC). Os participantes
deste estudo foram os profissionais que compõem as equipes de enfermagem das duas Unidades
da Enfermaria cirúrgica (CCR2 e CCR3), duas enfermarias clínicas (CCR2 e CCR3), setor de
radiologia, Hemodinâmica, Cardiologia, Endoscopia e Colonoscopia, e Unidade de Tratamento
Dialítico. O número de participantes foi de 153, destes 62 enfermeiros e 91 técnicos de
enfermagem. Resultados: através da Debriefing Experience Scale e a Student Satisfaction and
Self-Confidence in Learning em simulações clínicas, destacou-se alta satisfação com o
debriefing e sua importância para a reflexão e aprendizado emocional. No entanto, algumas
respostas neutras indicam a necessidade de ajustes para melhorar a resolução de conflitos
emocionais e o tempo de expressão pessoal. Também se observa uma lacuna entre simulação e
prática clínica, sugerindo a importância de integrar melhor teoria e prática. Observa-se a
necessidade de adaptações no debriefing para aprimorar a confiança dos profissionais e
personalizar o ensino às demandas clínicas reais. Conclusão: revela que o debriefing é crucial
para a satisfação e a formação dos profissionais na simulação clínica, promovendo a reflexão
crítica e o gerenciamento emocional. No entanto, há a necessidade de melhorias, especialmente
na resolução de conflitos emocionais e na autoconfiança em aplicar habilidades práticas.
Recomenda-se a adaptação do debriefing para atender as necessidades específicas dos
participantes, incluindo abordagens mais interativas. Essas mudanças podem fortalecer a
preparação prática e melhorar a articulação entre a simulação e o ambiente clínico real. Assim,
o debriefing pode contribuir significativamente para a formação de profissionais de saúde mais
autônomos e confiantes. |