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Abstract:
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Resumo
Objetivo: Verificar a ocorrência de associação entre o tipo de aleitamento, método de
introdução alimentar e o comportamento alimentar na primeira infância.
Métodos: Estudo descritivo, quali-quantitativo e transversal, com coleta de dados
através de questionário estruturado sobre aleitamento e práticas alimentares, e a Escala
Brasileira de Alimentação Infantil. Os instrumentos foram aplicados online via Google
Forms, após aprovação do Comitê de Ética. Foram excluídas mães de crianças com
anomalias craniofaciais, síndromes genéticas, alterações cognitivas, motoras ou
neurológicas.
Resultados: Do total de participantes (n=101), observou-se que 65% das crianças
receberam aleitamento materno exclusivo, 25% aleitamento misto, 6% aleitamento
materno predominante e 4% foram alimentadas com fórmula infantil. Na análise do
consumo alimentar, crianças que receberam aleitamento materno exclusivo
apresentaram maior frequência de consumo de vegetais (59% consumo diário) e frutas
(89% consumo diário) em comparação com outros tipos de aleitamento. Em relação às
dificuldades alimentares, crianças que receberam aleitamento materno exclusivo
apresentaram menores índices de dificuldades severas, de acordo com a Escala
Brasileira de Alimentação Infantil. Além disso, o método Baby-Led Weaning foi
associado a menores níveis de dificuldades alimentares em comparação ao método
tradicional de papinhas. As associações investigadas apresentaram significância
estatística (p<0,05).
Conclusão: Os resultados indicam associações estatisticamente significativas entre o
tipo de aleitamento, método de introdução alimentar e comportamentos alimentares na
primeira infância, reforçando a importância do aleitamento materno exclusivo e do
método Baby-Led Weaning para a promoção de hábitos alimentares saudáveis e
redução de dificuldades alimentares. |