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Abstract:
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Este Trabalho de Conclusão de Curso disserta sobre os desafios enfrentados pelos
estudantes negros e negras nos cursos de Medicina no Brasil, com destaque nas
implicações do racismo estrutural, institucional e recreativo, saúde mental e
permanência acadêmica. Através de uma revisão narrativa da literatura, analisou-se
como as políticas afirmativas, como a Lei de Cotas, têm contribuido para a entrada
de estudantes negros na educação superior em medicina, embora o ambiente
universitário ainda apresente barreiras importantes para a inclusão e o bem-estar
desses alunos. O estudo destaca as dificuldades de adaptação enfrentadas por
esses estudantes, intensificadas pela ausência de representatividade e pela
reprodução de práticas racistas em instituições predominantemente brancas e
elitizadas. Além disso, explora como o racismo impacta a autoestima e a saúde
mental dos discentes negros, além de trazer estratégias de resistência e
enfrentamento, como a formação de coletivos e a implementação de políticas de
suporte e permanência. Por fim, o texto discute a necessidade de uma reforma no
currículo dos cursos de Medicina, incluindo conteúdos e práticas que promovam a
diversidade e a equidade racial. O trabalho conclui que a criação de um ambiente
educacional mais inclusivo necessita mudanças estruturais e políticas antirracistas
que garantem a representatividade e a valorização dos estudantes negros,
promovendo um espaço de aprendizado igualitário e acolhedor. O trabalho utiliza de
referências teóricas principais: Kabengele Munanga (2010), Silvio de Almeida (2019)
e Frantz Fanon (2020).
Palavras-chave: estudantes negros de medicina; racismo estrutural; políticas
afirmativas. |