Análise do processo extrativista do cipó-imbé (Philodendron corcovadense Kunth - araceae) em Garuva-SC.

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Análise do processo extrativista do cipó-imbé (Philodendron corcovadense Kunth - araceae) em Garuva-SC.

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Título: Análise do processo extrativista do cipó-imbé (Philodendron corcovadense Kunth - araceae) em Garuva-SC.
Autor: Vieira, Pâmela Martins
Resumo: Em Garuva-SC, cerca de 200 famílias se dedicam direta ou indiretamente ao artesanato com fibras vegetais obtidas de raízes alimentadoras (cipó-imbé) da espécie Philodendron corcovadense Kunth – ARACEAE. O atual sistema de produção evidencia o risco à manutenção dos estoques naturais da espécie devido à crescente demanda de mercado. A principal dificuldade dos cipozeiros é relativa ao licenciamento para retirada de cipó da floresta que prescinde de estratégias ecológicas de manejo. Trata-se de uma atividade ainda em processo de regulamentação do ponto de vista da legislação ambiental, pois muito pouco se conhece sobre seu sistema de manejo tradicional, estoque natural e dinâmica de reposição do recurso extraído. A exploração das florestas com o objetivo de obtenção econômica de produtos florestais não-madeireiros, somente é permitida por meio de um Plano de Manejo Florestal Sustentável. Somado à questão legal, os cipozeiros enfrentam longas distâncias em busca do recurso além dos conflitos de propriedade da terra pois a extração é realizada em propriedades de terceiros. Diante do exposto, o objetivo deste trabalho foi identificar e sistematizar as necessidades e dificuldades relacionadas ao processo de extração do cipó-imbé, bem como propor uma solução que contorne a situação-problema vivenciada pelos extratores/artesãos. O trabalho teve três linhas de atuação: pesquisa bibliográfica e documentos legais pertinentes, entrevistas semi-estruturadas com três atores sociais que se relacionam diretamente com a extração de cipó-imbé, observação participante com uma cipozeira com a sistematização da situação-problema por meio de um fluxograma da cadeia de produção do cipó-imbé e de um desenho-rico. Por meio das entrevistas e da observação participante observou-se que alguns critérios de manejo como o tempo de pousio de uma área e o número de raízes a serem coletadas são divergentes entre os extratores, evidenciando a carência de um sistema de manejo comum. Foi identificado um novo perfil de coletor de cipó-imbé, o “novo extrator”, conhecido por extrair o recurso de forma inadequada e pôr em risco as populações naturais da espécie. Os cipozeiros estão representados pelo Movimento Interestadual dos Cipozeiros e Cipozeiras (MICI), grupo que tem como foco a articulação dos atores para o comércio justo e legalização das áreas de coleta por meio de acesso aos territórios e aos recursos naturais. A dimensão do manejo da espécie ainda desponta de forma incipiente e desagregada entre os extratores. Diante da problemática acredita-se que uma solução para as comunidades seria o cultivo da espécie nos quintais de suas casas. Porém, sua viabilidade depende da articulação de algumas entidades para a busca de técnicas apropriadas de propagação da espécie, e do entrelaçamento entre o conhecimento científico e o conhecimento tradicional dos cipozeiros.
Descrição: TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Curso de Agronomia.
URI: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/25468
Data: 2011


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