Abstract:
|
Com o avanço tecnológico e a ampliação do sistema financeiro, a preocupação em relação às
crises sistêmicas aumentou significativamente. Atribui-se a isso a alta exposição entre as
instituições do sistema. A interconexão entre as instituições financeiras, pode gerar um efeito
cascata em caso de falência de uma delas. O risco de liquidez, desde a crise financeira global
de 2008, tem sido debatido pelas autoridades reguladoras do mercado. Com intuito de suprir
as falhas da última regulação, em 2010, o Comitê de Basileia em Supervisão bancária
divulgou o Basileia III, e novas diretrizes foram estabelecidas a fim de mitigar o risco
sistêmico que poderia vir a desequilibrar o mercado novamente. O índice de Liquidez de
Curto Prazo (Liquidity Coverage Ratio - LCR), de acordo com a Resolução nº 4.401 do
Banco Central do Brasil de 2015, é a razão entre Ativos de Alta Qualidade (High Quality
Liquid Assets – HQLA) e as saídas de caixa estressadas de 30 dias. A partir de 2015, os
bancos brasileiros com ativos totais acima de 100 bilhões de reais, deveriam adotar a métrica
do indicador de Liquidez de Curto Prazo (LCR) de acordo com o Circular 3.762 do Banco
Central do Brasil. O objetivo deste estudo é avaliar o impacto da regulamentação e supervisão
bancária na gestão do risco de liquidez no contexto brasileiro. O índice de risco de liquidez
será o objeto de estudo deste projeto de pesquisa, motivando a seguinte questão-problema: o
LCR, como mecanismo de gerenciamento do risco de liquidez, é efetivo para a garantia de
liquidez para essas instituições a fim de garantir sua sobrevivência em períodos de estresse
financeiro? A análise foi efetuada por meio dos balancetes mensais das 6 maiores instituições
financeiras de acordo com dados do Banco Central do Brasil. Através dessa pesquisa, foi
possível verificar a queda do colchão de liquidez dessas instituições com o passar dos anos,
indicando a falta de aderência à regulação vigente, resultando em dificuldades para enfrentar
cenários de estresse e flutuações. |