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Abstract:
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Objetivo: Verificar se existe associação entre o tipo de aleitamento materno, uso de
mamadeira e introdução alimentar.
Métodos: O presente estudo tem caráter descritivo, quantitativo e retrospectivo. Participaram
da pesquisa 19 bebês e foi considerado como critério de exclusão bebês portadores de
anomalias craniofaciais, síndromes genéticas visíveis, cognitivas ou motoras, doenças
neurológicas ou prematuridade. Para os bebês até cinco meses e 29 dias, a amamentação foi
classificada por meio da avaliação da sucção nutritiva e não-nutritiva utilizando-se parte do
Protocolo de Avaliação do Frênulo Lingual, com escores, para Bebês de Martinelli (2015).
Para os bebês com idade a partir de seis meses a amamentação foi classificada por meio do
Protocolo MMBGR – lactentes e pré- escolares (Medeiros et.al., 2022). Também foi aplicado
o questionário elaborado pelas pesquisadoras para coleta de informações sobre o processo
de introdução alimentar e o Questionário de Marcadores do Consumo Alimentar (Ministério
da Saúde, 2015).
Resultados: foram avaliados 19 binômios, mãe e filho, de 87 duplas inscritas. Dos 19
sujeitos, três eram do gênero feminino e 16 do masculino, sendo a média de idade de 2 anos.
Houve associação significativa entre o tempo em que o lactente recebeu leite materno, seis
meses ou mais e o não uso da mamadeira. Além disso, a maior parte da amostra recebeu
aleitamento materno exclusivo, por seis meses ou mais, não fez uso de mamadeira e
apresentou introdução alimentar adequada. A maioria dos sujeitos que apresentou alteração
de frênulo lingual, também fez uso de mamadeira.
Conclusão: Houve associação significativa entre o tempo em que o lactente recebeu leite
materno (seis meses ou mais) e o não uso da mamadeira. |