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Abstract:
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O sarampo é uma doença viral altamente infecciosa caracterizada por exantema maculopapular, tosse, coriza, conjuntivite e enantema patognomônico (manchas de Koplik) com período de incubação de aproximadamente 10 dias. As complicações da doença - pneumonia, otite média e encefalite - são mais frequentes nos indivíduos imunocomprometidos e desnutridos, e o tratamento baseia-se nos cuidados de suporte. A prevenção dos possíveis surtos é possível com imunização, porém demanda altos níveis de cobertura vacinal. Este estudo ecológico possui caráter descritivo e exploratório, com objetivo de descrever os surtos de sarampo entre as realidades nacional e catarinense, de 2018 até a semana epidemiológica (SE) 36 do ano de 2020. Com dados secundários do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde e da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado de Santa Catarina (DIVE), verificou-se a presença do sarampo de acordo com as variáveis: sexo, faixa etária e incidência (geral e por faixa etária). Dentre os 39.083 casos confirmados no período supracitado para sarampo no país, Santa Catarina apresentou 411, com 86,5% destes nos indivíduos da faixa etária de 15 a 39 anos de idade, enquanto o Brasil apresentou de 54,8% a 62,2% dos casos nessa faixa etária. O País verificou 35 óbitos no dito período, 25 destes em menores de 5 anos. O surto catarinense foi dado como encerrado na SE 35 do ano de 2020 e não foi registrado nenhum óbito no estado. Na tentativa de explicar o elevado número de casos em adultos jovens, verificou-se que parte das campanhas apresentavam historicamente más condições de armazenamento das doses e falta de treinamento de profissionais de saúde envolvidos, em desacordo com o Manual de Rede de Frio do Programa Nacional de Imunizações (PNI). São objetivos deste estudo descrever os surtos de 2018 a 2020 entre as realidades catarinense e nacional assim como indagar a maioria dos casos presentes em indivíduos adultos e adultos jovens. |