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Abstract:
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O objetivo do presente trabalho é compreender e analisar a definição de “Filosofia Política”, o conceito de “questões perenes”, “esoterismo” e os princípios que norteiam o método historiográfico do teórico político teuto-americano Leo Strauss (1889 - 1973). Procurou-se desenvolver o conceito de Filosofia Política em Leo Strauss a partir de uma dicotomia fundamental em sua obra: as diferenças entre as abordagens clássicas e modernas. Foram apresentadas as críticas de Strauss ao Historicismo que, ao mesmo tempo é o principal inimigo da Filosofia Política - responsável por praticamente soterrar a existência desta – e, o único meio pelo qual é possível retornar a Filosofia Política - entendida em seu sentido clássico, original ou não-tradicional. Foram tratados temas como a exortação de Strauss para a criação de uma Sociologia da Filosofia que leve em consideração o fenômeno da perseguição; a descoberta da escrita esotérica que estaria presente desde o surgimento da Filosofia Política clássica, até ser esquecida pelos filósofos influenciados pelas luzes do movimento de esclarecimento moderno, e, o método de leitura proposto por Strauss na interpretação dos textos clássicos. As críticas que a chamada escola de Cambridge - personificada na figura do historiador inglês Quentin Skinner e de seu contextualismo linguístico - imputam à obra de Leo Strauss, bem como àquelas feitas por John Gunnel e Mark Bevir - historiadores influenciados pelas premissas interpretativas da história das ideias propostas por Skinner - também são abordadas ao final do trabalho. Concluo a pesquisa apontando argumentos para um questionamento: é possível reunir as abordagens historicistas como as de Skinner, com especulações e alternativas filosóficas para os problemas da Teoria Política contemporânea? |