Do brincar pestilento ao brinquedo esterilizado: uma analise foucaultiana

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Do brincar pestilento ao brinquedo esterilizado: uma analise foucaultiana

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Título: Do brincar pestilento ao brinquedo esterilizado: uma analise foucaultiana
Autor: Medrano, Carlos Alberto
Resumo: Este estudo problematiza, a partir do referencial foucaultiano, o brinquedo terapêutico como um dos dispositivos presentes no cotidiano hospitalar no que se refere ao brincar da criança hospitalizada. Tem por objetivo historicizar o brincar da criança hospitalizada no território hospitalar e na enfermagem brasileira a partir do dispositivo brinquedo terapêutico no período 1980 - 2004. O período escolhido para analisar este dispositivo se deve a promulgação do Estatuto da Criança e do Adolescente em 1990 e supõe uma ruptura no universo representacional da infância como construção histórica e cultural. É um estudo qualitativo de cunho histórico, e utiliza a pesquisa documental como fontes para a construção da história do presente. As fontes primárias são teses, dissertações em enfermagem, artigos publicados em periódicos da área e Leis Federais. Após a análise os dados resultaram em duas categorias de análise: o brincar esterilizado; o brincar (dês) legitimado. O brincar, tal como resulta da analise e interpretação dos dados, aparece sendo veiculado primeiro pelo saber acadêmico, para depois ser construído ao seu redor uma série de medidas administrativas e legislativas para disciplinarizar e medicalizar o brincar da criança hospitalizada. Os textos indicam uma preocupação em continuar justificando o valor de uma prática, de uma técnica, o brinquedo terapêutico. Isso não parece ser suficiente para determinar, por exemplo, até que ponto os profissionais envolvidos com o brincar da criança hospitalizada contam com subsídios teóricos suficientes para organizar, gerenciar, conduzir atividades ligadas ao brincar da criança hospitalizada. Por outro lado, também não parece suficiente este tipo de produção para conseguir introduzir outra lógica que não continue sendo a dos dispositivos medicalizadores. Mesmo assim, continuam abertas intencionalidades, discursividades, que a partir da idéia de uma necessária desconstrução de alguns saberes e práticas, começam permear as práticas hospitalares e com isso atingir o objetivo de desafiar as formas instituídas. Portanto, diante do exposto, podemos dizer que a partir do brincar o sujeito se produz, ou através do brinquedo (terapêutico e esterilizado) o produzimos, medicalizado, disciplinarizado, dócil e obediente. Nesta mesma linha de pensamento se inscrevem atos jurídicos e normativos que, originados no Estatuto da Criança e da Adolescência, tentam disciplinarizar o brincar no hospital. Este estudio problematiza, a partir del referencial foucaultiano, el juguete terapéutico como uno de los dispositivos presentes en el cotidiano hospitalar en lo que se refiere al jugar del niño hospitalizado. Tiene por objetivo historicizar el jugar del niño hospitalizado en el territorio hospitalar y en la enfermería brasilera a partir del dispositivo juguete terapéutico en el período 1980 - 2004. El periodo elegido para analizar este dispositivo se debe a la promulgación del Estatuto del niño y del Adolescente en 1990 y supone una ruptura en el universo de las representaciones de la infancia como construcción histórica y cultural. Es un estudio cualitativo de cuño histórico, y utiliza la investigación documental como fuente para la construcción de la historia del presente. Las fuentes primarias utilizadas son tesis, disertaciones producidas en cursos de enfermería, artículos publicados en periódicos del área y Leyes Federales. Posteriormente al análisis de los datos resultaron dos categorías de análisis: el jugar esterilizado; el jugar (des) legitimado. El jugar, tal como resulta del análisis e interpretación de los datos, aparece siendo vehiculado primeramente por el saber académico, para después ser construido a su alrededor una serie de medidas administrativas y legislativas para disciplinar y medicalizar el jugar del niño hospitalizado. Los textos indican una preocupación en continuar justificando el valor de una práctica, de una técnica, el juguete terapéutico. Esto no parece ser suficiente para determinar, por ejemplo, hasta que punto los profesionales comprometidos con el jugar de los niños hospitalizados cuentan con subsidios teóricos suficientes para organizar, coordinar, conducir actividades ligadas al jugar en el hospital. Por otro lado, no parece suficiente este tipo de producción para conseguir introducir otra lógica que no continúe siendo la de los dispositivos medicalizadores. Asimismo, continúan abiertas intencionalidades, discursos, que a partir de la idea de una necesaria desconstrución de algunos saberes y prácticas, comiencen a filtrarse en las prácticas hospitalares y con eso alcanzar el objetivo de desafiar l formas instituidas. Por lo tanto, delante de lo expuesto, podemos decir que a partir del jugar el sujeto se produce, o a través del juguete (terapéutico y esterilizado) lo producimos, medicalizado, disciplinarizado, dócil y obediente. En esta misma línea de pensamiento se inscriben actos jurídicos y normativos que, originados en el Estatuto de la Niñez y de la Adolescencia intentan disciplinar el jugar en el hospital.
Descrição: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.
URI: http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/101849
Data: 2005


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