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<title>Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/82488</link>
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<pubDate>Sun, 18 Oct 2026 19:44:55 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-10-18T19:44:55Z</dc:date>
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<title>Fotografia e confissão no Instagram: modos de produção da subjetividade contemporânea</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276898</link>
<description>Fotografia e confissão no Instagram: modos de produção da subjetividade contemporânea
Melim, Mauricio José
Esta tese investiga o que acontece com a produção de subjetividade quando pessoas comuns passam a publicar frequentemente fotografias de si mesmas e de suas vidas na plataforma de rede social Instagram. A pergunta que orienta o trabalho é: como a estrutura confessional se materializa nessas fotografias, com que traços e com que variações? Por estrutura confessional entende-se, na esteira de Michel Foucault, o arranjo em que alguém fala de si diante de um outro que escuta e avalia e, ao fazê-lo, vincula-se à identidade que enuncia. A hipótese de leitura é que, ao se mostrarem na plataforma, esses usuários se engajam em uma dinâmica confessional que tende a aproximá-los do sujeito neoliberal, o ?empresário de si mesmo?, que administra a própria vida como quem gere um capital. O estudo é qualitativo e interpretativo. O corpus reúne 60 fotografias e suas legendas extraídas de seis perfis de usuários brasileiros comuns, coletadas em fevereiro de 2025. A análise combina uma descrição semiótica das imagens com um instrumento construído para traduzir o conceito foucaultiano de confissão. Os resultados mostram fotografias que privilegiam o contato e o pertencimento e que confessam, antes de tudo, positividade e normalidade: famílias unidas, lazer, conquistas, felicidade. Diferentemente do confidente de Foucault, que admitia faltas e pecados, o usuário exibe conformidade à norma, inscrevendo-se em papéis consagrados, como o casal romântico e a família feliz. Essas escolhas não resultam de uma imposição direta, mas de uma maneira de fotografar partilhada e naturalizada na própria plataforma, que sugere discretamente o que mostrar e como mostrá-lo. Conclui-se que o Instagram opera, para esses usuários, como uma forma de pastorado difuso e parcialmente maquinal, que não coage diretamente, mas fornece a gramática dentro da qual o sujeito se enuncia e se constitui, criando as condições estruturais para a sedimentação de uma subjetividade orientada pela lógica neoliberal. Ressalte-se que a tese descreve condições estruturais, não a subjetivação efetivamente ocorrida nos usuários, reconhecendo, ainda, uma margem estreita, porém real, de resistência.; Abstract: This dissertation investigates what happens to the production of subjectivity when ordinary people begin to frequently publish photographs of themselves and of their lives on the social media platform Instagram. The question guiding the work is: how does the confessional structure materialize in these photographs, with what traits and what variations? Following Michel Foucault, confessional structure refers to the arrangement in which someone speaks about themselves before another who listens and evaluates and, in doing so, becomes bound to the identity they enunciate. The interpretative hypothesis is that, by displaying themselves on the platform, these users engage in a confessional dynamic that tends to bring them closer to the neoliberal subject, the ?entrepreneur of himself?, who manages his own life as one manages capital. The study is qualitative and interpretive. The corpus brings together 60 photographs and their captions, drawn from six profiles of ordinary Brazilian users and collected in February 2025. The analysis combines a semiotic description of the images with an instrument designed to translate Foucault's concept of confession. The findings reveal photographs that privilege contact and belonging and that confess, above all, positivity and normality: united families, leisure, achievements, happiness. Unlike Foucault's penitent, who admitted faults and sins, the user displays conformity to the norm, inscribing themselves in consecrated roles, such as the romantic couple and the happy family. These choices do not result from direct imposition but from a shared, naturalized way of photographing on the platform itself, which discreetly suggests what to show and how to show it. It is concluded that Instagram operates, for these users, as a form of diffuse and partly machinic pastorate that does not coerce directly but provides the grammar within which the subject enunciates and constitutes itself, creating the structural conditions for the sedimentation of a subjectivity oriented by neoliberal logic. It should be emphasized that the dissertation describes structural conditions, not the subjectivation effectively undergone by the users, while still acknowledging a narrow but real margin for resistance.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276898</guid>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, a partir da construção do Comitê Técnico em Saúde da População Negra no
município de Florianópolis</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276784</link>
<description>Implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, a partir da construção do Comitê Técnico em Saúde da População Negra no
município de Florianópolis
Costa, Manoela Cleusa
A presente tese analisa a gestão política da Atenção Primária à Saúde (APS) sob a perspectiva da equidade racial, investigando limites e possibilidades para a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) no Sistema Único de Saúde (SUS). O estudo fundamenta-se na teoria da justiça social, articulando redistribuição, reconhecimento e representação, em diálogo com o conceito de dispositivo de racialidade de Sueli Carneiro e com autores como Frantz Fanon, Lélia Gonzalez e Achille Mbembe. Adotou-se abordagem qualitativa por meio da pesquisa-ação, desenvolvida junto ao Comitê Técnico de Saúde da População Negra (CTSPN) de Florianópolis/SC, combinada à análise documental do Plano Municipal de Saúde e da Programação Anual de Saúde. Os resultados evidenciam injustiças distributivas expressas na ausência de financiamento específico e na invisibilidade de metas raciais nos instrumentos de planejamento. Também foram identificadas injustiças de reconhecimento, observadas na baixa qualidade do preenchimento do quesito raça/cor e na fragilidade da institucionalização de processos formativos voltados ao enfrentamento do racismo institucional. A precariedade do dado raça/cor interfere diretamente na gestão da vida e no planejamento das ações em saúde. Sem informação qualificada, não se identifica quais grupos adoecem mais, morrem mais cedo ou acessam menos os serviços, fazendo com que as decisões permaneçam baseadas em uma ideia abstrata e universal de população. Nesse contexto, a ausência de dados produz invisibilidade administrativa e dificulta a priorização de ações voltadas à população negra. Por outro lado, a pesquisa identifica como potência a capacidade de articulação política do movimento negro e do CTSPN, que atuaram na produção de diagnósticos situacionais e na formulação da Política Municipal de Saúde Integral da População Negra e Quilombola (PMSIPNQ). A experiência demonstrou que a institucionalização da pauta racial depende menos de discursos formais de compromisso e mais da existência de estruturas técnicas, financiamento contínuo e mecanismos de monitoramento capazes de inserir a equidade racial na rotina concreta da gestão pública em saúde.; Abstract: This thesis analyzes the political management of Primary Health Care (PHC) from the perspective of racial equity, investigating the limits and possibilities for implementing the National Policy for the Comprehensive Health of the Black Population (PNSIPN) within the Brazilian Unified Health System (SUS). The study is grounded in theory of social justice, articulating the dimensions of redistribution, recognition, and representation, in dialogue with Sueli Carneiro?s concept of the raciality dispositif, as well as with authors such as Frantz Fanon, Lélia Gonzalez, and Achille Mbembe. A qualitative approach was adopted through action research conducted alongside the Technical Committee for the Health of the Black Population (CTSPN) in Florianópolis, Santa Catarina, combined with documentary analysis of municipal management instruments, including the Municipal Health Plan and the Annual Health Program. The findings reveal distributive injustices expressed in the absence of specific funding and in the invisibility of racial goals within official planning instruments. The study also identified injustices of recognition, observed in the poor quality of race/color data collection and in the fragility of institutionalizing educational processes aimed at confronting institutional racism. The precariousness of race/color data directly affects the governance of life and health planning. Without qualified information, it becomes impossible to identify which groups become more ill, die earlier, or face greater barriers in accessing health services, causing decision-making to remain based on an abstract and universalized notion of population. In this context, the absence of data produces administrative invisibility and hinders the prioritization of actions directed toward the Black population. On the other hand, the research identifies as a major strength the political agency of the Black movement and the CTSPN, which played a central role in producing situational diagnoses and in formulating the Municipal Policy for the Comprehensive Health of the Black and Quilombola Population (PMSIPNQ). The experience demonstrated that institutionalizing the racial equity agenda depends less on formal discourses of commitment and more on the existence of technical structures, continuous funding, and monitoring mechanisms capable of incorporating racial equity into the concrete routine of public health management.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Disputas biopolíticas sobre o plantio da Cannabis sativa e as estratégias para a democratização do uso medicinal no Brasil: os casos de associações canábicas pioneiras em Santa Catarina</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276709</link>
<description>Disputas biopolíticas sobre o plantio da Cannabis sativa e as estratégias para a democratização do uso medicinal no Brasil: os casos de associações canábicas pioneiras em Santa Catarina
Gomes, Patricia Votto
As disputas biopolíticas para a regulamentação do plantio e para o acesso democrático ao uso medicinal da planta Cannabis sativa sp. no Brasil estão associadas aos direitos humanos, à defesa da vida em relação à saúde pública e se correlacionam à criminalização do uso recreativo, ao preconceito, racismo, encarceramento, violência e morte. Pesquisamos os principais discursos dos atores sociais envolvidos nas disputas, quais as relações de poder e as estratégias que utilizam. Com o referencial teórico de Michel Foucault, realizamos uma pesquisa genealógica e crítica para identificar e analisar o histórico e a atualidade das normas sobre a Cannabis medicinal, para identificar os regimes de verdades que determinam quais regulamentações e comportamentos são legitimados em detrimento de outros. Partimos da hipótese de que os discursos sobre os riscos dos efeitos do uso recreativo da Cannabis na saúde de usuários e das consequências sociais da descriminalização afetam negativamente a democratização do acesso à Cannabis medicinal. Utilizamos uma metodologia inspirada em uma etnografia híbrida: on-line para a pesquisa documental e para a observação das associações canábicas e de outros atores na rede social Instagram e em outras plataformas digitais; off-line na pesquisa de campo nas associações Santa Cannabis e Cannabis sem Fronteiras (ACSF), pioneiras em Santa Catarina (SC), e na observação em eventos científicos e políticos relacionados ao tema em Florianópolis/SC. O Estado, por meio da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), fez negociações e promoveu alguns avanços a partir de 2015, mas ainda há pendências, como a aprovação pelos Deputados Federais do Projeto de Lei 399/2015, que prevê a regulamentação do cultivo da Cannabis por empresas e associações de pacientes, assim como, novas normas da Anvisa para o mesmo fim. Confirmamos nossa hipótese inicial, concluindo que ainda predominam decisões parlamentares e institucionais baseadas em conceitos biomédicos conservadores, que ressaltam os riscos do uso recreativo da Cannabis devido à uma das características da planta, a psicoativa, provocada pelo canabinoide Tetrahidrocanabinol (THC). Ao generalizar as recomendações conservadoras através das normas para a população, desconsideram a evolução das pesquisas científicas na última década tanto sobre a existência de grupos de risco específicos quanto ao uso do THC, como sobre as evidências que comprovam também benefícios medicinais no THC e em outros canabinoides, além do Canabidiol (CBD). Sugerimos que ao invés de proibir, deve ser debatido para tomada de decisões como fazer a gestão desses riscos com a regulamentação, a fim de criar normas com informações biomédicas atualizadas e sem a influência de cunho moralista. Apontamos que as associações canábicas desenvolvem uma governamentalidade coletiva e reivindicam o reconhecimento de seus saberes da experiência e biomédicos através do apelo estratégico às evidências dos benefícios à saúde usufruídos pelos pacientes que utilizam a Cannabis medicinal. Como contribuição fundamental da nossa pesquisa, indicamos a necessidade de que o Estado regulamente o trabalho das associações canábicas, reconheça a rede de saberes formada por profissionais da saúde, pelos pesquisadores dos usos e especialistas do plantio da Cannabis para a tomada de decisões para a efetivação de novas políticas públicas.; Abstract: The biopolitical disputes over the regulation of cultivation and democratic access to the medicinal use of Cannabis sativa sp. in Brazil are associated with human rights, the defense of life in relation to public health and correlate with the criminalization of recreational use, prejudice, racism, incarceration, violence, and death. We researched the main discourses of the social actors involved in these disputes, as well as the power relations and strategies employed by them. Using the theoretical framework of Michel Foucault, we conducted a genealogical and critical study to identify and analyze the history and current state of norms regarding medicinal Cannabis, and to identify the regimes of truth that determine which regulations and behaviors are legitimized in detriment of others. We hypothesize that discourses regarding the risks of the effects of recreational Cannabis use on users' health and of the social consequences of decriminalization negatively affect the democratization of access to medicinal Cannabis. We used a methodology inspired by a hybrid ethnography: on-line for documentary research and observation of Cannabis associations and other actors on the Instagram social network and other digital platforms; off-line in field research at the Santa Cannabis and Cannabis sem Fronteiras (ACSF) associations, pioneers in Santa Catarina (SC) and observations at scientific and political events related to the topic in Florianópolis/SC. The State, through the National Health Surveillance Agency (Anvisa), negotiated and promoted some progress since 2015, but there are still pending issues, such as the approval by Federal Deputies of Bill 399/2015, which foresees the regulation of Cannabis cultivation by companies and patient associations, as well as new Anvisa regulations for the same purpose. We confirmed our initial hypothesis, concluding that parliamentary and institutional decisions based on conservative biomedical concepts, that emphasize the risks of recreational Cannabis use due to one of the plant's characteristics - its psychoactive effect, caused by the cannabinoid tetrahydrocannabinol (THC) - still predominate. By generalizing conservative recommendations through regulations for the population, they disregard the evolution of scientific research in the last decade, both regarding the existence of specific risk groups related to THC use, and the evidence that also proves medicinal benefits of THC and other cannabinoids, besides cannabidiol (CBD). We suggest that instead of prohibition, the focus for decision-making should be on debating how to manage these risks through regulation, in order to create norms with updated biomedical information and without moralistic character. We point out that Cannabis associations develop a collective governmentality and claim recognition of their experimental and biomedical knowledge through a strategic appeal to the evident health benefits enjoyed by patients using medicinal Cannabis. As a fundamental contribution of our research, we indicate the need for the State to regulate the work of Cannabis associations, recognize the network of knowledge formed by health professionals, researchers of Cannabis uses, and specialists in Cannabis cultivation, in order to make decisions for the implementation of new public policies.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Mulheres torcedoras de futebol: pertencimento, protagonismo e resistência</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276199</link>
<description>Mulheres torcedoras de futebol: pertencimento, protagonismo e resistência
Almeida, Thaís Rodrigues de
Nesta pesquisa, partimos da compreensão do futebol como um espaço de disputas e relações de poder, no qual as pedagogias do jogar historicamente privilegiaram meninos e homens. Nesse sentido, o olhar para as pedagogias do torcer configurou-se como um contraponto às pedagogias do jogar, permitindo compreender as experiências e os posicionamentos das mulheres torcedoras, eleitas como foco central desta tese. Possuir vínculo com o clube, acompanhar os jogos, frequentar ou não os estádios, são configurações envoltas por desafios em especial quando direcionados às mulheres. Neste sentido, as barreiras vão desde as condições financeiras, a segurança, as relações estabelecidas com os demais torcedores, assim como limitações advindas do meio pessoal e familiar. Nosso objetivo foi compreender como as mulheres torcedoras vivenciam o universo do futebol a partir das relações entre pertencimento clubístico, gênero e as possibilidades de protagonismo e resistência nos contextos em que estão inseridas. No campo investigativo analisamos mulheres torcedoras de Florianópolis - SC, a partir de abordagem teórica que privilegiou os estudos feministas e de gênero. Como caminhos metodológicos realizamos uma etnografia multissituada, composta por observação participante, participações observantes e a realização de entrevistas semi-estruturadas com interlocutoras privilegiadas. Concluímos que vivenciar a cultura torcedora e o exercício do torcer por um time do coração, denota sentidos e especificidades em um ambiente onde relações de poder desiguais estão presentes e atravessam as mulheres torcedoras. Para além do pertencimento clubístico, as disputas e representações do torcer, são atravessadas por marcadores como a diversidade de classe, gênero, étnica, geracional. Neste sentido, procuramos contemplar a visibilidade para mulheres torcedoras que se envolvem com o futebol nos diferentes contextos investigados, torcedoras organizadas e torcedoras comuns, as quais constituem-se por representações e expressões de identidade, pertencimento, protagonismo e resistências.; Abstract: This thesis is grounded in the understanding of football as a field of dispute and power relations in which the pedagogies of playing have historically privileged boys and men. In this context, attention to the pedagogies of supporting has emerged as a counterpoint to the pedagogies of playing, making it possible to understand the experiences and positionings of women supporters, who constitute the central focus of this study. Developing ties with a football club, following matches, and attending stadiums?or choosing not to attend them?are practices shaped by a range of challenges, particularly for women. Such barriers include financial constraints, concerns about safety, relationships established with other supporters, and limitations arising from personal and family contexts. Accordingly, this study aimed to understand how women supporters experience the world of football through the interrelations between club affiliation, gender, and the possibilities for agency and resistance within the contexts in which they are situated. Empirically, the research focused on women supporters from Florianópolis, in southern Brazil, drawing on a theoretical framework informed by feminist and gender studies. Methodologically, a multi-sited ethnography was conducted, combining participant observation, observant participation, and semi-structured interviews with key interlocutors. The findings indicate that engaging in supporter culture and supporting one?s beloved club entail particular meanings and specificities within a context marked by unequal power relations that permeate the experiences of women supporters. Beyond club affiliation, disputes and representations surrounding fandom are intersected by markers such as class, gender, ethnicity, and generation. In this sense, the study sought to enhance the visibility of women involved with football across the different contexts investigated, including both organized supporters and ordinary supporters, whose experiences are shaped by and expressed through identity, belonging, agency, and resistance.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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