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<title>Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/75030</link>
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<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 06:52:33 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-09-22T06:52:33Z</dc:date>
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<title>Navegando na dor: infortúnio, dores de cabeça e medicamentos entre os Wai Wai do Pará</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276714</link>
<description>Navegando na dor: infortúnio, dores de cabeça e medicamentos entre os Wai Wai do Pará
Harayama, Rui Massato
Esta tese apresenta a etnografia realizada com os Wai Wai em seus processos de significação e compreensão do infortúnio, com destaque para o momento em que ela passa a ser compreendida como ?dor de cabeça? a partir do diálogo com profissionais da saúde. Parte-se do pressuposto de que a experiência indígena com o sofrimento e infortúnio não se limita aos momentos em que os mesmos acessam os serviços de saúde, mas é informada por atores humanos e não-humanos, a partir de práticas, memórias e gramáticas compostas de forma individual e coletiva, baseada nas discussões da antropologia da saúde e nos desenvolvimentos teóricos sobre a intermedicalidade e autoatenção. Para demonstrar o argumento apresenta-se o cotidiano de uma aldeia, a ideia de alma e de corpo, momentos de abertura de roça e participação nas atividades da igreja constatando como a suspeita e fofoca são elementos de organização social que informam modos de compreender o infortúnio. Para exemplificar esses modelos de ação apresentamos a história do Preguiça, o mito de Ewka e o caso do infortúnio do antropólogo que demonstram como formas de proximidade e distanciamento social, o uso correto e comedido da palavra, da ação e da intenção, tornam-se elementos acionados em momentos de adversidades. Essa forma de compreender o infortúnio possibilita a análise da entrada dos medicamentos entre os Wai Wai como um dos elementos agenciados em seus caminhos e percursos no convívio com a dor. Os casos analisados por meio de conversas com infortunados e o seu círculo social, profissionais de saúde, pajés, feiticeiros e consulta aos prontuários demonstram diferentes composições e arranjos para a compreensão dos infortúnios e formas para dirimir ou finalizar o sofrimento. Os resultados indicam que o modelo de indigenização da política de assistência à saúde ressaltam a incomensurabilidade da experiência do infortúnio Wai Wai com modelos homogeneizantes, mesmo os baseados em práticas diferenciadas, assim como aponta para os limites da compreensão de elementos coletivos e não-humanos dentro da noção de saúde mental.; Abstract: This thesis presents the ethnography conducted with Wai Wai people on their processes of meaning-making and understanding misfortune, highlighting the moment when it comes to be understood as a ?headache? through dialogue with healthcare professionals. This research is based on the premise that indigenous experience with suffering and misfortune is not limited to the moments when they access health services, but is informed by human and non-human actors, through practices, memories, and grammars composed individually and collectively, grounded in discussions within the anthropology of health and theoretical developments on intermedicality and autoaténcion. To demonstrate this argument, we present the daily life of a village, along with the concepts of soul and body, moments of clearing land for cultivation, and participation in church activities, revealing how suspicion and gossip are elements of social organization that inform ways of understanding misfortune. To exemplify these action models, we present the Sloth´s story, the myth of Ewka, and the case of the anthropologist's misfortune, which demonstrate how forms of social proximity and distance, the correct and measured use of words, actions, and intentions, become elements activated in moments of adversity. This way of understanding misfortune allows for the analysis of the entry of medicines among the Wai Wai as one of the elements managed in their paths and journeys in coping with pain. The cases analyzed through conversations with those who suffered and their social circle, health professionals, shamans, sorcerers, and consultation of medical records demonstrate different compositions and arrangements for understanding misfortunes and ways to alleviate or end suffering. The results indicate that the indigenization model of healthcare policy highlights the incommensurability of the Wai Wai misfortune experience with homogenizing models, even those based on differentiated practices, as well as pointing to the limits of understanding collective and non-human elements within the notion of mental health.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>O papel dos talkatives de extrema-direita na promoção e monetização de ideias: análise dos grupos bolsonaristas no Telegram</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276656</link>
<description>O papel dos talkatives de extrema-direita na promoção e monetização de ideias: análise dos grupos bolsonaristas no Telegram
Zamora, Gabriel Dario López
A presente pesquisa se dedica a explorar o papel dos talkatives em grupos de extrema-direita no Telegram durante o período eleitoral de 2022, destacando estratégias empreendedoras, discursivas e políticas. Este trabalho integra o projeto ?Ecossistema de desinformação e propaganda computacional no aplicativo Telegram?. Os objetivos incluem compreender o papel dos talkatives durante as eleições de 2022, investigar suas estratégias de direcionamento de públicos para diferentes plataformas, refletir sobre o empreendedorismo nas plataformas digitais e avaliar o impacto deles nos discursos políticos bolsonaristas. A análise revela que o Telegram atua como uma ?dobradiça? entre públicos-em-rede e públicos refratados, promovendo uma ecologia multiplataforma. Os talkatives, com estratégias de compartilhamento de links e informações, demonstram padrões análogos aos ensinados em cursos de empreendedorismo, indicando uma interconexão entre estratégias econômicas, discursivas e empreendedoras. A dissertação destaca a importância de categorizar os talkatives com base no conteúdo compartilhado e apresenta dados quantitativos e análises qualitativas interpretativas. Ao explorar a relação entre empreendedorismo e bolsonarismo, a pesquisa contribui para a compreensão das dinâmicas digitais e estratégias empreendedoras em grupos políticos extremistas no Telegram.; Abstract: This research is dedicated to exploring the role of talkatives in extreme-right groups on Telegram during the 2022 electoral period, highlighting entrepreneurial, discursive, and political strategies. This study is part of the project ?Ecology of disinformation and computational propaganda on the Telegram application?. Objectives encompass comprehending the role of talkatives during the 2022 elections, investigating their strategies for directing audiences to different platforms, reflecting on entrepreneurship in digital spaces, and evaluating their impact on Bolsonarist political discourses. The analysis reveals that Telegram serves as a ?hinge? between networked audiences and refracted audiences, fostering a multi-platform ecology. Talkatives, employing link-sharing and information dissemination strategies, exhibit patterns analogous to those taught in entrepreneurship courses, indicating an interconnectedness of economic, discursive, and entrepreneurial strategies. The dissertation emphasizes the significance of categorizing talkatives based on shared content and presents quantitative data alongside interpretative qualitative analyses. By exploring the relationship between entrepreneurship and Bolsonarism, this research contributes to understanding digital dynamics and entrepreneurial strategies within extreme-right political groups on Telegram.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Agentes e paisagens: um estudo antropológico sobre a singularidade natural, morfologia e política no Geoparque Grutas do Palácio (Flores, Uruguai)</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276651</link>
<description>Agentes e paisagens: um estudo antropológico sobre a singularidade natural, morfologia e política no Geoparque Grutas do Palácio (Flores, Uruguai)
Palma, Pedro Guzmán Chaves
A patrimonialização de um território opera simultaneamente como revelação e como ocultamento, ao tornar legíveis certas feições do solo, certos saberes e certas vozes, relega à condição de ruído outras feições, outros saberes e outras vozes que coabitam o mesmo espaço. Esta dissertação toma como objeto essa dupla operação a partir de uma etnografia do Geoparque Grutas do Palácio, único geoparque UNESCO do Uruguai, situado no departamento de Flores. O trabalho se inscreve na interseção entre antropologia do patrimônio, antropologia da paisagem e ecologia política, e propõe tratar a entropia (entendida como medida da incerteza perceptiva e semântica sobre o que resulta relevante em um ambiente) como heurística para ler os efeitos da classificação institucional sobre um território habitado. O marco teórico articula a paisagem como prática de habitar, o assemblage como fricção entre escalas heterogêneas e o patrimônio ambiental como superação da dicotomia natureza/cultura. Metodologicamente, a pesquisa se constrói desde a posição de vizinho-pesquisador (o autor nasceu e cresceu no departamento estudado), o que desloca o problema etnográfico clássico do acesso ao campo para o problema inverso da desnaturalização do familiar. O trabalho de campo articula três temporalidades (pré-geoparque, implementação e revalidação internacional), observação participante em eventos institucionais e comunitários, entrevistas etnográficas em profundidade e participação em fóruns da rede latino-americana de geoparques. A análise identifica quatro regimes de territorialidade operando em fricção simultânea sobre o mesmo solo: um regime geoinstitucional que produz legibilidade internacional; um regime cívico-ambientalista que precede o selo por três décadas; um regime de memória indígena que inscreve no dispositivo uma genealogia corporal irredutível às categorias da geociência; e um regime de saber ribeirinho que articula conhecimento ecológico situado com práticas de ofício. A proposição teórica central é a de uma entropia perspectiva, não existe um grau de entropia verdadeiro do território; o que cada regime experimenta como sinal é o que outro experimenta como ruído, e a redução de incerteza que um celebra pode ser vivida como silenciamento epistêmico por outro. A pergunta se desloca, assim, de o que o geoparque conserva para o que o geoparque torna visível e, ao fazê-lo, o que torna invisível; e em que medida essa invisibilização constitui não um erro corrigível mas uma propriedade estrutural de todo dispositivo classificatório que opera sobre um território habitado.; Abstract: The patrimonialization of a territory operates simultaneously as revelation and as concealment, by rendering legible certain features of the soil, certain knowledges and certain voices, it relegates to the condition of noise other features, other knowledges and other voices that cohabit the same space. This dissertation takes as its object this dual operation through an ethnography of the Grutas del Palacio Geopark, the only UNESCO geopark in Uruguay, located in the department of Flores. The work is situated at the intersection of heritage anthropology, landscape anthropology and political ecology, and proposes to treat entropy (understood as a measure of perceptual and semantic uncertainty about what becomes relevant in an environment) as a heuristic for reading the effects of institutional classification on an inhabited territory. The theoretical framework articulates landscape as a practice of dwelling, assemblage as friction between heterogeneous scales and environmental heritage as a surpassing of the nature/culture dichotomy. Methodologically, the research is built from the position of neighbor-researcher (the author was born and raised in the department under study), which displaces the classic ethnographic problem of access to the field toward the inverse problem of denaturalizing the familiar. Fieldwork articulates three temporalities (pre-geopark, implementation and international revalidation), participant observation in institutional and community events, in-depth ethnographic interviews and participation in forums of the Latin American geopark network. The analysis identifies four regimes of territoriality operating in simultaneous friction over the same ground: a geoinstitutional regime that produces international legibility; a civic-environmentalist regime that precedes the seal by three decades; an indigenous memory regime that inscribes in the apparatus a corporeal genealogy irreducible to the categories of geoscience; and a riverine knowledge regime that articulates situated ecological knowledge with craft practices. The central theoretical proposition is that of a perspectival entropy, there is no true degree of entropy of the territory; what each regime experiences as signal is what another experiences as noise, and the reduction of uncertainty that one celebrates may be lived as epistemic silencing by another. The question thus shifts from what the geopark conserves to what the geopark renders visible and, in doing so, what it renders invisible; and to what extent this invisibilization constitutes not a correctable error but a structural property of every classificatory apparatus that operates over an inhabited territory.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>A promessa da jacutinga: diplomacia das dádivas e o tempo da extinção, uma etnografia na Tekoa Takuaty, Terra Indígena Ilha da Cotinga</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276638</link>
<description>A promessa da jacutinga: diplomacia das dádivas e o tempo da extinção, uma etnografia na Tekoa Takuaty, Terra Indígena Ilha da Cotinga
Blanco, Bianca De Gennaro
Esta tese investiga como a extinção biológica de espécies passa a reorganizar o mundo social no contexto da crise ecológica contemporânea. A pesquisa baseia-se em trabalho de campo realizado entre 2021 e 2023 junto aos Mbya Guarani da Tekoa Takuaty, na Terra Indígena Ilha da Cotinga, acompanhando processos de licenciamento ambiental relacionados à expansão de infraestruturas portuárias e a demanda indígena por um projeto de reintrodução de pássaros jacutinga (Aburria jacutinga), ameaçada de extinção e que dá nome à terra indígena. A extinção carrega em si uma elaboração sobre o tempo: articula aquilo que já existiu e não existe mais com aquilo que ainda existe, mas pode deixar de existir, instaurando uma experiência temporal específica ? uma forma de viver sob a condição de perda massiva do que antes parecia dado e sob a antecipação de outras perdas ainda por acontecer. Nesse regime, pessoas e relações se reorganizam tanto em torno do que já foi extinto quanto do que pode vir a ser. É nesse entrelaçamento de passado e futuro que se constituem o que se denomina, na tese, projetos de natureza ? arranjos sociais, jurídicos e cosmopolíticos que procuram sustentar determinadas relações, vinculando futuros por meio de promessas, contratos e compromissos. A elaboração Mbya Guarani sobre a extinção e o tempo demonstra que essa experiência não é uniforme. Ao ser deslocada e reformulada, a reelaboração nativa não apenas diverge, mas confere espessura ao problema, produzindo uma tensão produtiva que estrutura os projetos de natureza. Proponho, assim, compreender a extinção biológica como dívida social, em sentido maussiano. A extinção produz perdas sem equivalência possível e não se resolve por compensações simples. Sem uma unidade de valor capaz de estabilizar essa ausência, o problema entra no terreno da negociação e reabre o campo diplomático das obrigações, configurando o que denomino diplomacia das dádivas. A lógica da dádiva opera não como troca simétrica, mas como produtora de relações, na medida em que compromissos reatualizados funcionam como promessas que vinculam futuros. Assim, as negociações em torno da restauração não quitam a dívida, mas a colocam em circulação em circuitos mais amplos, interétnicos e cosmopolíticos. Projetos de natureza, como o da jacutinga, constituem, nesse sentido, tanto um fato no mundo indígena quanto um campo social mais amplo de elaboração sobre as condições de sustentação e continuidade da vida social e ecológica. Os efeitos do licenciamento ambiental e das políticas ambientais internacionalizam-se, enquanto suas respostas se reterritorializam em práticas rituais e projetos de natureza. Nesse campo político-diplomático transescalar, empreendimentos, Estados, povos indígenas e antropólogos trocam promessas como dádivas, tecendo futuros entrelaçados, múltiplos e contraditórios.; Abstract: This thesis investigates how the biological extinction of species comes to reorganize the social world in the context of the contemporary ecological crisis. The research is based on fieldwork conducted between 2021 and 2023 with the Mbya Guarani of Tekoa Takuaty, Ilha da Cotinga Indigenous Land (Paraná, Brazil), following environmental licensing processes related to the expansion of port infrastructures and the Indigenous demand for a project to reintroduce the jacutinga bird (Aburria jacutinga), a species threatened with extinction that gives its name to the Indigenous Land. Extinction carries within it a particular elaboration of time: it articulates what once existed but no longer does with what still exists but may cease to exist, establishing a specific temporal experience ? a way of living under the condition of massive loss of what once seemed given, while anticipating further losses yet to come. Within this regime, people and relationships reorganize around both what has already gone extinct and what may become extinct. It is within this entanglement of past and future that nature projects emerge ? a term used in this thesis to describe social, legal, and cosmopolitical arrangements that seek to sustain particular relationships by binding futures through promises, contracts, and commitments. Mbya Guarani reflections on extinction and time demonstrate that this experience is not uniform. When displaced and reformulated, Indigenous elaborations do not merely diverge but rather add thickness to the problem, introducing a productive tension that structures nature projects. I therefore propose understanding biological extinction as a social debt in a Maussian sense. Extinction produces losses without possible equivalence and cannot be resolved through simple compensation. Without a unit of value capable of stabilizing such absence, the problem enters the terrain of negotiation and reopens the diplomatic field of obligations, which I call the diplomacy of gifts. The logic of the gift operates not as symmetrical exchange but as a producer of relationships, insofar as renewed commitments function as promises that bind futures. Negotiations around restoration therefore do not settle the debt but circulate it across broader interethnic and cosmopolitical circuits. Nature projects, such as the jacutinga project, thus constitute both a fact within the Indigenous world and a broader social field of reflection on the conditions for sustaining and continuing social and ecological life. The effects of environmental licensing and environmental policies become internationalized, while their responses are reterritorialized in ritual practices and nature projects. Within this trans-scalar political-diplomatic field, corporations, states, Indigenous peoples, and anthropologists exchange promises as gifts, weaving intertwined, multiple, and contradictory futures.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2026.
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<pubDate>Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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