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<title>Departamento de Aquicultura</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/274447</link>
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<pubDate>Sat, 17 Oct 2026 18:52:07 GMT</pubDate>
<dc:date>2026-10-17T18:52:07Z</dc:date>
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<title>Respirometria e caracterização de sólidos no cultivo de tainha (Mugil Liza)</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276844</link>
<description>Respirometria e caracterização de sólidos no cultivo de tainha (Mugil Liza)
Silva, Maria Eduarda de Miranda da
A aquicultura em sistemas de recirculação permite o reaproveitamento da água por meio de processos de tratamento, porém a produção de fezes e restos de alimento gera sólidos que precisam ser manejados e removidos de forma eficiente. Nesse contexto, compreender o momento de eliminação dos resíduos e seu comportamento na coluna de água pode contribuir para o aprimoramento do manejo dos sistemas de cultivo. O presente trabalho teve como objetivo descrever as atividades desenvolvidas durante a iniciação científica PIBIC no Laboratório de Piscicultura Marinha (LAPMAR/UFSC), com ênfase na determinação do tempo de trânsito gastrointestinal (TTGI) e na caracterização da sedimentação de sólidos fecais de juvenis de tainha (Mugil liza). Foram realizadas atividades de manejo e biometria dos peixes, monitoramento da qualidade da água, preparação de ração experimental contendo óxido de cromo III (Cr₂O₃) como marcador, coleta e sifonagem de sólidos, testes de sedimentação em coluna de água, filtração, secagem e organização de amostras. Também foram acompanhadas atividades complementares relacionadas ao cultivo de rotíferos, reprodução e indução hormonal, avaliação sanitária e manejo de organismos marinhos. Nos pré-testes de TTGI, realizados com juvenis de 16 a 36 g, as primeiras fezes marcadas foram observadas entre 1 h 30 min e 2 h 02 min após a alimentação, com média de 1 h 43 min, a 24,6 °C. A 20,4 °C, o aparecimento ocorreu entre 2 h 50 min e 5 h 21 min, com média de 3 h 46 min. Nos testes de sedimentação, os sólidos de sedimentação rápida apresentaram velocidades entre 3,23 e 4,60 cm s⁻¹, com média de 3,96 ± 0,48 cm s⁻¹, enquanto a fração de sedimentação lenta apresentou deslocamento progressivo ao longo do período de observação. Os resultados são preliminares e foram obtidos principalmente para a padronização dos procedimentos experimentais, não permitindo estabelecer, isoladamente, relações causais entre temperatura e TTGI. As atividades contribuíram para a caracterização inicial do comportamento dos sólidos fecais e para o desenvolvimento de procedimentos experimentais, além de proporcionar experiência prática em manejo, qualidade da água, processamento de amostras e rotina de pesquisa em aquicultura marinha. A iniciação científica também possibilitou relacionar conhecimentos teóricos da graduação com sua aplicação prática, contribuindo para a formação técnica e científica da discente.
Tecnologia e inovação
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<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
<guid isPermaLink="false">https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276844</guid>
<dc:date>2026-09-23T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Cultivos superintensivos de microalgas para obtenção de bioinsumos com aplicações agrícolas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276840</link>
<description>Cultivos superintensivos de microalgas para obtenção de bioinsumos com aplicações agrícolas
Rodrigues, Isabelly Morais
Este relatório sintetiza as atividades de pesquisa desenvolvidas durante a bolsa de Iniciação Científica (PIBIC) no Laboratório de Cultivo de Algas (LCA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sob a orientação do Prof. Dr. Marco Shizuo Owatari. O projeto insere-se no campo da biotecnologia azul e da bioeconomia, visando o desenvolvimento de alternativas sustentáveis para reduzir a dependência de fertilizantes minerais sintéticos na agricultura moderna.&#13;
O trabalho compreendeu o cultivo em escala laboratorial, em sistemas intensivos e superintensivos, das microalgas Arthrospira platensis, Tetradesmus obliquus e Chaetoceros muelleri em meios específicos de água doce e marinha. Após atingirem a fase estacionária, as biomassas foram coletadas por centrifugação, congeladas a -80 graus Celsius e submetidas à liofilização para a obtenção de extratos aquosos bioativos.&#13;
A avaliação agronômica desses bioinsumos foi conduzida em condições reais de campo na safra de inverno de 2023, em parceria com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), na Fazenda Escola Capão da Onça (FESCON - PR), utilizando a cultura da cevada (Hordeum vulgare, cv. Imperatriz). O delineamento experimental seguiu blocos casualizados em esquema fatorial 3 x 3, combinando diferentes tratamentos de sementes (testemunha, produto comercial à base de extratos de macroalgas Kappaphycus alvarezii e Ascophyllum nodosum [FR], e o blend de extratos de microalgas) com aplicações foliares (testemunha, produto comercial [FG] e o blend de microalgas).&#13;
Os resultados demonstraram que o tratamento de sementes com o produto comercial FR promoveu incrementos significativos de 19,37% no número de perfilhos por planta e 8,47% na altura das plantas, impulsionado pelo balanço de fitormônios (auxinas, citocininas e giberelinas) e aporte de nutrientes. Embora tenha ocorrido uma redução isolada no comprimento da espiga e na massa de 100 grãos com o mesmo tratamento, a análise de produtividade revelou um forte efeito sinérgico na combinação de bioinsumos. A produtividade final da cevada aumentou expressivamente em 32,85% e 32,22% quando a aplicação de FR via semente foi associada, respectivamente, à aplicação foliar do fertilizante comercial FG e do blend de extratos de microalgas, em comparação ao controle absoluto.&#13;
Conclui-se que a associação integrada de bioprodutos de micro e macroalgas constitui uma estratégia biotecnológica altamente eficiente e ecologicamente viável para otimizar os componentes de rendimento da cevada. Além dos avanços técnico-científicos obtidos no domínio de rotinas laboratoriais e processos de downstream, a pesquisa reforça o potencial prático da aquicultura no fornecimento de insumos de alto valor agregado para o setor agrícola sustentável.
Tecnologia e inovação
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<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-09-23T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Avaliação de sobrevivência e comportamento de larvas de cavalo-marinho-de-focinho-longo (Hippocampus reidi) em decorrência do estresse térmico agudo</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276408</link>
<description>Avaliação de sobrevivência e comportamento de larvas de cavalo-marinho-de-focinho-longo (Hippocampus reidi) em decorrência do estresse térmico agudo
Baptistela, Giovana Baracho
O cavalo-marinho-de-focinho-longo (Hippocampus reidi) é uma espécie de grande importância no comércio de organismos ornamentais marinhos, mas encontra-se ameaçada pela exploração predatória e, mais recentemente, pelo aquecimento dos oceanos decorrente das mudanças climáticas. Por serem ectotérmicos e possuírem capacidade natatória restrita, esses animais não conseguem regular a própria temperatura corporal nem migrar para águas mais amenas, tornando-se altamente vulneráveis a episódios de estresse térmico, especialmente durante as fases iniciais de desenvolvimento. Essa pesquisa teve como finalidade investigar a sobrevivência e o comportamento da espécie ao enfrentar um estresse térmico agudo em sua fase larval. O experimento teve duração de cinco dias e contou com unidades experimentais submetidas a banho-maria. As unidades foram separadas em três tratamentos: T27, T30 e T33. O número dos tratamentos representa a temperatura da água em que cada grupo de larvas foi alocado. Dessa forma, foi possível avaliar o estresse térmico na espécie, frente ao atual cenário das mudanças climáticas. Os resultados mostraram que a temperatura influenciou significativamente tanto a sobrevivência quanto o comportamento larval: a mortalidade total ocorreu já no dia 3 no T33, no dia 4 no T30 e somente no Dia 5 no T27, evidenciando uma antecipação do óbito conforme o aumento da temperatura. De modo semelhante, os quadros de letargia surgiram mais cedo e se intensificaram mais rapidamente nos tratamentos mais quentes, comprometendo a capacidade locomotora das larvas antes mesmo da mortalidade. Esses resultados confirmam que a elevação da temperatura da água afeta negativamente a sobrevivência e o comportamento de larvas recém-nascidas de H. reidi, reforçando a vulnerabilidade da espécie diante dos cenários de aquecimento oceânico projetados para as próximas décadas.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Influência da temperatura na produção de Ulva ohnoi integrada ao cultivo de Litopenaeus vannamei em sistema de bioflocos</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276337</link>
<description>Influência da temperatura na produção de Ulva ohnoi integrada ao cultivo de Litopenaeus vannamei em sistema de bioflocos
Canato, Nina Frugis
Para que a aquicultura se desenvolva de forma sustentável, é necessário adotar estratégias que equilibrem alta produtividade e responsabilidade ambiental. Nesse contexto, a Aquicultura Multitrófica Integrada (IMTA) surge como uma abordagem promissora ao integrar organismos de diferentes níveis tróficos, otimizando o uso de nutrientes e promovendo eficiência ecológica. A combinação da tecnologia de bioflocos (BFT) com o cultivo de macroalgas, como Ulva ohnoi, permite a reciclagem de compostos nitrogenados e fosfatados presentes na água de cultivo de camarões, resultando na produção de biomassa de valor agregado e na melhoria da qualidade da água. Este projeto tem como objetivo avaliar os efeitos de diferentes temperaturas (20 °C, 25°C, 30 °C e 35 °C) sobre o crescimento, acúmulo de biomassa, composição bioquímica e alterações morfofisiológicas de U. ohnoi cultivada em sistema BFT com efluente de Litopenaeus vannamei. O experimento será conduzido em estufa, durante 15 dias, utilizando caixas com volume útil de 55 L, preenchidas com efluente filtrado (20 μm), em proporção de 25% bioflocos e 75% água do mar, com renovação semanal. A densidade inicial será de 2 g/L. Serão analisadas a taxa de crescimento, os teores de pigmentos fotossintéticos, carotenoides, o rendimento de ulvana, além de observar as variações morfológicas e ultraestruturais das algas. A qualidade da água será monitorada semanalmente. Espera-se que U. ohnoi apresente variações significativas na resposta fisiológica e morfológica em função da temperatura. A pesquisa contribuirá para tornar os sistemas IMTA mais eficazes, impulsionando a sustentabilidade na aquicultura e reconhecendo o valor agregado das macroalgas.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 00:00:00 GMT</pubDate>
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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