<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rdf:RDF xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
<channel rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/88278">
<title>Programa de Pós-Graduação em Contabilidade</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/88278</link>
<description/>
<items>
<rdf:Seq>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276793"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276611"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276198"/>
<rdf:li rdf:resource="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275814"/>
</rdf:Seq>
</items>
<dc:date>2026-09-26T06:08:33Z</dc:date>
</channel>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276793">
<title>Risco operacional bancário: estruturas de governança corporativa e consequências para depositantes e reguladores</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276793</link>
<description>Risco operacional bancário: estruturas de governança corporativa e consequências para depositantes e reguladores
Pires, Paulo Alexandre da Silva
Entre os principais riscos bancários, o risco operacional se mostra particularmente desafiador dada sua complexidade de mensuração, diversidade de origens e imprevisibilidade de consequências. Nesse cenário, as instituições financeiras adotam mecanismos de governança como estratégia de gestão de riscos; contudo, dada a natureza distinta do risco operacional, a literatura ainda apresenta lacunas sobre como diferentes estruturas de governança corporativa contribuem para sua mitigação e sobre como esse risco afeta o acesso a recursos fornecidos por stakeholders. Com base na Teoria da Dependência de Recursos, o objetivo geral desta tese é analisar a influência das estruturas do conselho de administração e do comitê de auditoria sobre o risco operacional bancário e as consequências desse risco sobre o custo de captação e o capital buffer. O risco operacional foi mensurado em duas perspectivas. Na perspectiva regulatória, utilizou-se uma medida baseada no capital calculado pela Abordagem do Indicador Básico e uma proxy residual construída a partir dos ativos ponderados pelo risco. Na perspectiva operacional, foi utilizado um componente principal formado por indicadores de intensidade e eficiência das despesas operacionais e de volatilidade do desempenho bancário. Os dados abrangem uma amostra global de bancos. As análises principais compreendem o período de 2012 a 2024 e utilizam painéis desbalanceados. Os modelos foram estimados por mínimos quadrados ordinários, com efeitos fixos de ano, variáveis de controle nos níveis bancário e nacional e erros-padrão clusterizados por banco. Os resultados mostram que a dualidade entre CEO e presidente do conselho está positivamente associada ao risco operacional. O tamanho do conselho apresenta associação negativa, enquanto o tempo médio de permanência dos conselheiros apresenta associação negativa apenas na especificação baseada na parcela residual dos ativos ponderados pelo risco. A independência do conselho apresenta associações positivas e a frequência de reuniões demonstra relações não lineares. Em relação ao comitê de auditoria, sua presença está positivamente associada à proxy vinculada às operações. A expertise financeira e a participação de membros não executivos estão positivamente associadas apenas à medida operacional. Quanto às consequências do risco operacional, este apresentou associações positivas com o custo dos depósitos, o custo total de captação e o capital buffer. Em conjunto, os resultados fornecem suporte à tese proposta, uma vez que as relações entre as estruturas de governança e o risco operacional são heterogêneas e não evidenciam uma capacidade uniforme de mitigação. Por outro lado, os achados indicam que o risco operacional está associado às condições de obtenção de recursos e à quantidade de capital mantida pelas instituições acima do mínimo regulatório. Esta tese contribui para a Teoria da Dependência de Recursos ao demonstrar que as estruturas internas de governança e as relações externas de provimento de recursos estão associadas ao risco operacional. Os achados apresentam implicações para bancos, reguladores e provedores de recursos, ao indicar que características formais de governança não produzem resultados homogêneos e que maiores níveis de risco operacional estão associados a custos de captação mais elevados e à manutenção de maior margem prudencial de capital.; Abstract: Among the main banking risks, operational risk is particularly challenging due to its measurement complexity, diversity of sources, and unpredictability of consequences. In this context, financial institutions adopt governance mechanisms as a risk management strategy. However, given the distinct nature of operational risk, gaps remain in the literature regarding how different corporate governance structures contribute to its mitigation and how this risk affects access to resources provided by stakeholders. Based on Resource Dependence Theory, the general objective of this thesis is to analyze the influence of the structures of the board of directors and the audit committee on bank operational risk, as well as the consequences of this risk for funding costs and capital buffers. Operational risk was measured from two perspectives. From a regulatory perspective, the study used a measure based on capital calculated under the Basic Indicator Approach and a residual proxy constructed from risk-weighted assets. From an operational perspective, a principal component formed by indicators of operating expense intensity and efficiency and bank performance volatility was used. The data cover a global sample of banks. The main analyses comprise the period from 2012 to 2024 and use unbalanced panels. The models were estimated using ordinary least squares, with year fixed effects, bank- and country-level control variables, and standard errors clustered at the bank level. The results show that CEO duality is positively associated with operational risk. Board size presents a negative association, whereas the average tenure of board members presents a negative association only in the specification based on the residual component of risk-weighted assets. Board independence presents positive associations, and board meeting frequency exhibits nonlinear relationships. Regarding the audit committee, its presence is positively associated with the proxy linked to banking operations. Financial expertise and the participation of non-executive members are positively associated only with the operational measure. Concerning the consequences of operational risk, it presents positive associations with the cost of deposits, the total cost of funding, and the capital buffer. Overall, the results provide support for the proposed thesis, as the relationships between governance structures and operational risk are heterogeneous and do not indicate a uniform mitigation capacity. On the other hand, the findings indicate that operational risk is associated with the conditions under which resources are obtained and with the amount of capital maintained by institutions above the regulatory minimum. This thesis contributes to Resource Dependence Theory by demonstrating that internal governance structures and external resource-provision relationships are associated with operational risk. The findings have implications for banks, regulators, and resource providers by indicating that formal governance characteristics do not produce homogeneous outcomes and that higher levels of operational risk are associated with higher funding costs and the maintenance of a larger prudential capital margin.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2026.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276611">
<title>Identidade social e desempenho: interveniência de sistemas de controle gerencial</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276611</link>
<description>Identidade social e desempenho: interveniência de sistemas de controle gerencial
Pereira, Beatriz da Silva
A relação entre identidade social e desempenho em startups ocorre em diferentes níveis de análise e envolve mecanismos individuais, grupais e organizacionais que podem orientar a ação, o reconhecimento, a coordenação e a adaptação. Diante disso, o objetivo geral da tese é analisar a influência da identidade individual, de grupo e organizacional no desempenho gerencial, sobre a eficácia na inovação e no desempenho organizacional, mediada por sistemas de controle gerencial (recompensas, incentivos e sistemas de controle gerencial coercitivo e habilitante) e a interveniência de aspectos comportamentais (equilíbrio vida-trabalho, monitoramento da equipe e pela resiliência organizacional), em startups brasileiras em fase de tração avançada e escala. A coleta de dados foi única, com 158 respondentes válidos, sendo que o número de observações analisadas variou entre os estudos conforme os critérios de tratamento dos dados e a disponibilidade de respostas para os construtos de cada modelo. Para tanto, a tese é composta por três estudos. O primeiro analisou a influência da identidade individual no desempenho gerencial, mediada pelo sistema de recompensas, em suas dimensões extrínseca e intrínseca, e pelo equilíbrio vida-trabalho. O segundo analisou a influência da identidade de grupo sobre a eficácia na inovação, mediada pelos incentivos individuais e da equipe de trabalho e pelo monitoramento da equipe, aferido pelo espírito de equipe e pela proximidade de cooperação. O terceiro analisou a influência da identificação organizacional no desempenho organizacional financeiro e não financeiro, mediada por sistemas de controle gerencial coercitivo e habilitante e pela resiliência organizacional. Portanto, a tese explora a influência da identidade social no desempenho, nos níveis individual, de grupo e organizacional, e o efeito mediador de aspectos estruturais (sistemas de controle gerencial) e dos indivíduos (comportamentais). A fundamentação percorre a Teoria da Identidade Social, a Teoria da Autocategorização e as literaturas de sistemas de controle gerencial, de aspectos comportamentais e de desempenho. Os dados foram coletados por meio de uma survey eletrônica com gestores de startups brasileiras, identificados principalmente via LinkedIn, e analisados pela modelagem de equações estruturais por mínimos quadrados parciais (PLS-SEM). Os achados do estudo 1 indicam que a identidade individual não influencia diretamente o desempenho gerencial, contudo, as recompensas intrínsecas medeiam positivamente essa relação, contrastando com as recompensas extrínsecas e o equilíbrio vida-trabalho. Os resultados do estudo 2 apontam que a identidade de grupo não exerce efeito direto sobre a eficácia na inovação, mas por meio dos incentivos da equipe e do espírito de equipe, corroborado pelo efeito sequencial da identidade de grupo sobre a cooperação na equipe, o espírito de equipe e a eficácia na inovação. Os achados do estudo 3 indicam que a identificação organizacional influencia positivamente o desempenho organizacional financeiro e não financeiro, mas os sistemas de controle gerencial coercitivo e habilitante não medeiam isoladamente essas relações. Por sua vez, a resiliência organizacional medeia apenas a relação com o desempenho organizacional não financeiro, o que é corroborado pela mediação serial da identificação organizacional sobre os sistemas de controle gerencial coercitivo e habilitante e o desempenho organizacional não financeiro. Em linhas gerais, a articulação dos três estudos não revela padrão dos níveis individual, de grupo e organizacional da identidade social no desempenho, mas sistemas de controle gerencial e aspectos comportamentais parecem atuar em uma mesma direção: conectar vínculos identitários ao desempenho. Implicações teóricas e práticas decorrem dos achados, especialmente ao evidenciar que vínculos identitários, recompensas intrínsecas, incentivos da equipe, espírito de equipe e resiliência organizacional ajudam a explicar dimensões gerenciais inovadoras do desempenho em startups.; Abstract: The relationship between social identity and performance in startups occurs at different levels of analysis and involves individual, group, and organizational mechanisms that may guide action, recognition, coordination, and adaptation. Accordingly, the general objective of this thesis is to analyze the influence of individual, group, and organizational identity on managerial performance, innovation effectiveness, and organizational performance, mediated by management control systems ? rewards, incentives, and coercive and enabling management control systems ? and by the intervening role of behavioral aspects, namely work-life balance, team monitoring, and organizational resilience, in Brazilian startups in the advanced traction and scale stages. Data were collected in a single survey, resulting in a valid sample of 158 respondents, composed of managers and founders of Brazilian startups in the advanced traction and scale stages. The number of observations analyzed varied across the three studies according to the data treatment criteria and the availability of responses for the constructs included in each model. To this end, the thesis comprises three studies. The first study analyzed the influence of individual identity on managerial performance, mediated by the reward system in its extrinsic and intrinsic dimensions, and by work-life balance. The second study analyzed the influence of group identity on innovation effectiveness, mediated by individual and team incentives and by team monitoring, measured through team spirit and cooperation proximity. The third study analyzed the influence of organizational identification on financial and non-financial organizational performance, mediated by coercive and enabling management control systems and by organizational resilience. Thus, the thesis explores the influence of social identity on performance at the individual, group, and organizational levels, as well as the mediating effect of structural aspects, represented by management control systems, and individual aspects, represented by behavioral factors. The theoretical foundation draws on Social Identity Theory, Self-Categorization Theory, and the literatures on management control systems, behavioral aspects, and performance. Data were collected through an electronic survey with managers of Brazilian startups, identified mainly through LinkedIn, and analyzed using partial least squares structural equation modeling (PLS-SEM). The findings of Study 1 indicate that individual identity does not directly influence managerial performance; however, intrinsic rewards positively mediate this relationship, in contrast to extrinsic rewards and work-life balance. The results of Study 2 show that group identity does not exert a direct effect on innovation effectiveness, but it does so through team incentives and team spirit, as corroborated by the sequential effect of group identity on team cooperation, team spirit, and innovation effectiveness. The findings of Study 3 indicate that organizational identification positively influences both financial and non-financial organizational performance, but coercive and enabling management control systems do not independently mediate these relationships. In turn, organizational resilience mediates only the relationship with non-financial organizational performance, which is corroborated by the serial mediation of organizational identification through coercive and enabling management control systems and non-financial organizational performance. Overall, the articulation of the three studies does not reveal a uniform pattern across the individual, group, and organizational levels of social identity in relation to performance. However, management control systems and behavioral aspects appear to act in the same direction: connecting identity-based bonds to performance. The findings offer theoretical and practical implications, especially by showing that identity-based bonds, intrinsic rewards, team incentives, team spirit, and organizational resilience help explain managerial, innovation-related, and organizational dimensions of performance in startups.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2026.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276198">
<title>Business analytics e reputação organizacional: análise das avaliações online dos restaurantes sob a ótica da teoria da sinalização</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276198</link>
<description>Business analytics e reputação organizacional: análise das avaliações online dos restaurantes sob a ótica da teoria da sinalização
Costa, Gabriel Donadio
O crescimento das plataformas digitais ampliou significativamente a produção de conteúdo&#13;
gerado pelos usuários e das avaliações online, tornando a reputação digital um ativo estratégico&#13;
para os restaurantes. Nesse contexto, a capacidade de coletar, processar e transformar grandes&#13;
volumes de dados em informações úteis para a tomada de decisão passou a representar um&#13;
importante diferencial competitivo. Esta tese investiga os efeitos da adoção de ferramentas de&#13;
business analytics (BA) na reputação organizacional de restaurantes, considerando mecanismos&#13;
de controle gerencial, inovações promocionais, gerenciamento do relacionamento com clientes&#13;
em mídias sociais (S-CRM) e estratégias de webcare. Fundamentada na Teoria da Sinalização,&#13;
a pesquisa parte do pressuposto de que a reputação atua como um sinal capaz de reduzir a&#13;
assimetria de informação entre restaurantes e consumidores, influenciando percepções de&#13;
qualidade, confiança e risco. A tese é composta por três estudos empíricos complementares. O&#13;
primeiro examina os efeitos do uso de BA sobre a obtenção de selos de reputação digital, por&#13;
meio do uso diagnóstico e interativo dos sistemas de controle gerencial e das inovações&#13;
promocionais. O segundo analisa a influência de BA na satisfação dos clientes, através da&#13;
formalização de estruturas e processos organizacionais e do S-CRM. O terceiro investiga como&#13;
BA contribui para a redução da reputação negativa, por meio da melhoria do conhecimento&#13;
sobre o negócio e da adoção de estratégias de webcare relacionadas à personalização, saliência&#13;
e tempestividade das respostas aos consumidores. Sob uma perspectiva positivista,&#13;
funcionalista e quantitativa, a pesquisa utiliza métodos estatísticos e econométricos para testar&#13;
as relações propostas. Os resultados evidenciam que o uso de BA favorece a sinalização da&#13;
reputação organizacional ao ampliar a capacidade dos gestores de monitorar o ambiente digital,&#13;
gerar insights, aperfeiçoar mecanismos de controle, estruturar processos orientados a dados,&#13;
fortalecer o relacionamento com clientes e aprimorar estratégias de resposta às avaliações&#13;
online. As contribuições teóricas abrangem a ampliação da Teoria da Sinalização para o&#13;
contexto da reputação digital, a integração entre business analytics e sistemas de controle&#13;
gerencial e o avanço das discussões sobre S-CRM e webcare. Em termos práticos, os achados&#13;
demonstram que BA pode apoiar a gestão estratégica da reputação digital, contribuindo para a&#13;
atração, retenção e fidelização de clientes, bem como para o fortalecimento da competitividade&#13;
dos restaurantes em ambientes digitais.; The growth of digital platforms has substantially increased the volume of user-generated&#13;
content and online reviews, making digital reputation a strategic asset for restaurants. In this&#13;
context, the ability to collect, process, and transform large volumes of data into actionable&#13;
information has become an important source of competitive advantage. This dissertation&#13;
investigates the effects of business analytics (BA) adoption on restaurant organizational&#13;
reputation, considering management control mechanisms, promotional innovations, social&#13;
customer relationship management (S-CRM), and webcare strategies. Grounded in Signaling&#13;
Theory, the study assumes that reputation functions as a signal capable of reducing information&#13;
asymmetry between restaurants and consumers, influencing perceptions of quality, trust, and&#13;
risk. The dissertation comprises three complementary empirical studies. The first examines the&#13;
effects of BA use on the achievement of digital reputation badges through the diagnostic and&#13;
interactive use of management control systems and promotional innovations. The second&#13;
analyzes the influence of BA on customer satisfaction, considering the mediating role of&#13;
organizational formalization and S-CRM practices. The third investigates how BA contributes&#13;
to reducing negative reputation through enhanced business understanding and webcare&#13;
strategies related to personalization, salience, and timeliness of responses to consumers.&#13;
Adopting a positivist, functionalist, and quantitative perspective, the research employs&#13;
statistical and econometric methods to test the proposed relationships. The findings indicate&#13;
that BA supports organizational reputation signaling by enhancing managers’ ability to monitor&#13;
the digital environment, generate insights, improve control mechanisms, formalize data-driven&#13;
processes, strengthen customer relationships, and optimize responses to online reviews.&#13;
Theoretical contributions include extending Signaling Theory to the context of digital&#13;
reputation, integrating business analytics with management control systems, and advancing&#13;
knowledge on S-CRM and webcare. From a practical perspective, the results demonstrate that&#13;
BA can support strategic digital reputation management, contributing to customer acquisition,&#13;
retention, and loyalty, while strengthening restaurant competitiveness in digital environments.
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2026.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275814">
<title>O que os olhos veem, a sustentabilidade sente: rastreamento ocular do processamento de informações socioambientais por analistas financeiros</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275814</link>
<description>O que os olhos veem, a sustentabilidade sente: rastreamento ocular do processamento de informações socioambientais por analistas financeiros
Bezerra, Henrique Ribeiro
Esta pesquisa buscou compreender o processamento cognitivo de analistas financeiros quando expostos às informações socioambientais para incorporá-las em seus modelos de estimativa de lucros. Para a sua realização, analisou-se os elementos das informações socioambientais avaliados pelos analistas financeiros, bem como as estratégias de leitura por eles empregadas. Metodologicamente, utilizou-se a técnica de rastreamento ocular (eye-tracking), que possibilita rastrear o movimento ocular por meio de métricas como o tempo de permanência, de fixação e o número de sacadas em áreas de interesse, adotadas como proxies da variável atenção visual. Como estímulo para a realização da tarefa proposta aos participantes, empregou-se o Relato Integrado da Braskem S.A. como meio de divulgação de informações. A escolha da companhia justifica-se por sua relevância no mercado de capitais, sua atuação em setor ambientalmente sensível e seu recente envolvimento no Caso Maceió. Os resultados revelaram diferentes perfis de comportamento entre os participantes em relação à atenção visual. O Participante 1 apresentou uma leitura mais abrangente, representada por maiores de tempos de permanência e de fixação, bem como por um maior número de sacadas, com ênfase em conteúdos relacionados à sustentabilidade, mitigação de riscos ambientais e desempenho financeiro. Esse achado sugere uma maior valorização da valência positiva das informações socioambientais no processo decisório de investimento. Por sua vez, o Participante 2 demonstrou uma abordagem mais seletiva, com menores tempos de permanência, de fixação e de sacadas, concentrando sua atenção em informações mais salientes, como gráficos, tabelas, títulos e elementos visuais, em detrimento de narrativas textuais mais densas. Tal resultado pode indicar maior fluência perceptiva em comparação ao Participante 1. De forma geral, os resultados indicam que o formato de apresentação das informações pode ter influência sobre o processamento visual e cognitivo dos analistas, na medida em que diferentes perfis comportamentais podem coexistir no universo desses profissionais, impactando, consequentemente, a tomada de decisão. Nesse contexto, fatores como a legibilidade dos relatórios e a fluência perceptiva mostram-se relevantes para a assimilação das informações. A pesquisa reforça a importância de aprimorar a clareza e a organização das informações socioambientais nos relatórios corporativos, bem como a necessidade de desenvolvimento de competências analíticas integradas por parte dos analistas financeiros. Ademais, questões relacionadas à padronização de relatórios corporativos que contemplem informações socioambientais permanecem como um tema atual e relevante no âmbito dos órgãos normatizadores. Como limitação do estudo, ressalta-se a impossibilidade de generalização dos resultados, bem como a necessidade de explorar variáveis adicionais, como legibilidade e fluência perceptiva, em estudos futuros. O eye-tracker demonstrou-se uma ferramenta robusta para explorar o comportamento humano no processo decisório, porquanto, pouco explorada na literatura dada as restrições operacionais e de recursos. Nesse contexto, observa-se a oportunidade para a construção de uma agenda de pesquisa mais ampla nessa seara, em especial em estudos longitudinais que permitam a análise mais aprofundada ao longo do tempo. Adicionalmente, recomenda-se a adoção de abordagens metodológicas complementares, inclusive de natureza quantitativa, que permitam investigar de forma mais robusta as associações e interações entre as variáveis estudadas nesta pesquisa.; Abstract: This study aimed to understand the cognitive processing of financial analysts when exposed to socio-environmental information, with a view to incorporating such information into their earnings forecast models. To achieve this objective, the study analyzed the elements of socio-environmental information considered by financial analysts, as well as the reading strategies they employed. Methodologically, the eye-tracking technique was used, which enables the tracking of eye movements through metrics such as dwell time, fixation duration, and the number of saccades within areas of interest, adopted as proxies for the visual attention variable. As a stimulus for the task performed by the participants, the Integrated Report of Braskem S.A. was used as a medium for information disclosure. The choice of the company is justified by its relevance in the capital markets, its operation in a Socially and Environmentally Sensitive (SAS) sector, and its recent involvement in the Maceió Case. The results revealed different behavioral profiles among participants with respect to visual attention. Participant 1 exhibited a more comprehensive reading pattern, characterized by longer dwell and fixation times, as well as a higher number of saccades, with emphasis on content related to sustainability, environmental risk mitigation, and financial performance. This finding suggests a greater valuation of the positive valence of socio-environmental information in the investment decision-making process. In contrast, Participant 2 demonstrated a more selective approach, with shorter dwell and fixation times and fewer saccades, concentrating attention on more salient information such as graphs, tables, headings, and visual elements, to the detriment of denser textual narratives. This result may indicate higher perceptual fluency compared to Participant 1. Overall, the findings suggest that the format in which information is presented may influence analysts? visual and cognitive processing, as different behavioral profiles may coexist among these professionals, thereby affecting decision-making. In this context, factors such as report readability and perceptual fluency appear to be relevant for information assimilation. The study highlights the importance of improving the clarity and organization of socio-environmental information in corporate reports, as well as the need to develop integrated analytical skills among financial analysts. Furthermore, issues related to the standardization of corporate reporting that incorporates socio-environmental information remain a current and relevant topic for regulatory bodies. As a limitation of the study, the inability to generalize the results is acknowledged, as well as the need to explore additional variables, such as readability and perceptual fluency, in future research. Eye-tracking proved to be a robust tool for investigating human behavior in the decision-making process; however, it remains underexplored in the literature due to operational and resource constraints. In this regard, there is an opportunity to develop a broader research agenda in this field, particularly through longitudinal studies that allow for more in-depth analysis over time. Additionally, the adoption of complementary methodological approaches, including quantitative methods, is recommended to investigate the associations and interactions more robustly among the variables examined in this study.
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Contabilidade, Florianópolis, 2026.
</description>
<dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
</item>
</rdf:RDF>
