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<title>Departamento de Filosofia</title>
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<dc:date>2026-10-15T06:53:11Z</dc:date>
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<title>Fatos e Valores no Tractatus de Wittgenstein e os Fundamentos da Medicina: Ética do uso de IA no Combate ao Suícidio.</title>
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<description>Fatos e Valores no Tractatus de Wittgenstein e os Fundamentos da Medicina: Ética do uso de IA no Combate ao Suícidio.
Caripuna, Gabriel Roberto Caripuna
O uso de inteligência artificial no combate ao suicídio tem sido apresentadocomo resposta à escassez estrutural de profissionais e serviços de saúde mental.Através de Tractatus Logico-Philosophicus, de Ludwig Wittgenstein, é possívelargumentar que sistemas de IA voltados à detecção e prevenção do risco suicidaoperam uma confusão categorial de natureza lógica, tratam como proposição factualaquilo que pertence ao domínio do que apenas se mostra. A partir da distinção entredizer e mostrar e da leitura das proposições 6.4 a 6.522 sobre a ética comotranscendental, o trabalho examina a literatura empírica recente sobre IA eprevenção do suicídio e identifica, de forma convergente entre diferentes estudos,um padrão de falha que confirma essa hipótese. O trabalho argumenta ainda queesse erro categorial se sobrepõe a um padrão de abdicação institucional, em quesoluções automatizadas preenchem o espaço que o desinvestimento em cuidadohumano deixou vazio. Propondo-se então não a rejeição da inteligência artificialnesse domínio, mas uma delimitação normativa de seu uso legítimo, ancorada numprincípio de silêncio ativo: a exigência de que esses sistemas reconheçam esinalizem, com honestidade arquitetural, o limite daquilo que podem alcançar.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-10-01T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Justiça Intergeracional e Mudança Climática</title>
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<description>Justiça Intergeracional e Mudança Climática
PINHEIRO, Sofia Felix Lopes
Este trabalho investiga os fundamentos éticos da justiça intergeracional no contexto da mudança climática, com ênfase na fundamentação dos deveres morais que a geração presente possui para com as gerações futuras. O objetivo geral é avaliar criticamente as principais correntes normativas mobilizadas para justificar obrigações climáticas intergeracionais, examinando tanto suas contribuições quanto seus limites teóricos. Metodologicamente, a pesquisa consistiu em revisão bibliográfica e análise conceitual e argumentativa, a partir da literatura filosófica sobre justiça intergeracional e ética ambiental. Parte-se da distinção proposta por Samuel Scheffler entre interpretações restrita e irrestrita do conceito de "gerações futuras", situando o problema no contexto da assimetria de poder radical entre gerações não-contemporâneas — assimetria que compromete a aplicação de teorias de justiça tradicionais, fundadas na reciprocidade e na capacidade de reivindicação mútua entre agentes. Em seguida, analisa-se o problema da não-identidade, formulado por Derek Parfit, segundo o qual a identidade das pessoas futuras é contingente às escolhas políticas e econômicas do presente, o que impede fundamentar deveres intergeracionais por meio de comparações contrafactuais entre o bem-estar de uma pessoa específica em cenários distintos. Diante dessa dificuldade, examinam-se duas respostas normativas: o suficientismo de Lukas Meyer, que propõe substituir a comparação pessoal por um critério de limiar de suficiência, e a abordagem de direitos básicos de Simon Caney, que preenche esse limiar com conteúdo normativo concreto — os direitos à vida, à saúde, à subsistência e a não sofrer deslocamento forçado. Argumenta-se que essas duas abordagens, examinadas isoladamente na literatura, podem ser compreendidas como complementares: o suficientismo resolve o problema estrutural de fundamentar deveres sem uma vítima identificável, ao passo que a abordagem de direitos fornece o conteúdo substantivo desses deveres. A pesquisa também avalia criticamente o debate econômico sobre taxas de desconto intertemporais, contrapondo as posições de William Nordhaus e Nicholas Stern, e argumenta, a partir da crítica de Parfit ao desconto puro do tempo, que a articulação entre suficientismo e direitos básicos oferece uma base mais sólida do que o cálculo de custo-benefício para determinar os limites morais das obrigações climáticas presentes. Conclui-se que nenhuma corrente ética normativa tradicional (virtudes, utilitarismo ou uma abordagem de direitos isolada) é suficiente, por si só, para fundamentar de modo robusto a justiça climática intergeracional, sendo necessária a articulação entre diferentes enquadramentos normativos para enfrentar adequadamente esse desafio.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Elementos do Pessimismo Crítico de Horkheimer</title>
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<description>Elementos do Pessimismo Crítico de Horkheimer
Vanelli, Arthur Ricardo
Esta pesquisa analisa como Max Horkheimer se apropria da ontologia e da moral de Arthur Schopenhauer para formular o seu "pessimismo crítico". O estudo demonstra que Horkheimer utiliza a negatividade schopenhaueriana não como conformismo ou inércia, mas como ferramenta para criticar a hegemonia da "razão instrumental" e a opressão do "mundo administrado". Ao constatar o sofrimento essencial da vida e subordinar o intelecto à Vontade cega, conclui-se que o pessimismo crítico recusa o falso otimismo tecnológico e instaura uma práxis de resistência, fundamentada na compaixão, na solidariedade e no anseio por emancipação.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-23T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Indústria cultural e literatura periférica.</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276691</link>
<description>Indústria cultural e literatura periférica.
Aumann, José Vitor Lovato
O objetivo desta pesquisa foi investigar como a crítica de Theodor W. Adorno e Max Horkheimer sobre a indústria cultural, desenvolvida na obra Dialética do esclarecimento, de 1947, pode nos ajudar a compreender aspectos da cultura brasileira, em especial da literatura periférica. Para isso, foi investigado o conceito de indústria cultural e analisada a obra Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, de Carolina Maria de Jesus, publicada no início da década de 1960. A pesquisa mostrou que a obra de Carolina Maria de Jesus foi recebida pela indústria editorial da época de modo ambivalente. Por um lado, é inegável a importância estética e contribuição da obra da autora para a literatura negra e feminina. Por outro lado, o modo como sua obra emergiu e foi circulada pode ser interpretado como parte de um processo de fetichização, ligado ao fenômeno que na pesquisa foi chamado de "periferização" da literatura de Carolina Maria de Jesus. Isso significa que a autora foi, de certa forma, fixada no estereótipo de uma pessoa "favelada que escreve sobre a favela", sem poder explorar outras possibilidades artísticas. Mesmo após melhorar suas condições materiais, sua figura continuou sendo vista por esse rótulo. A periferização funciona como uma falsa reconciliação: a autora é aceita no contexto da indústria cultural, mas por mecanismos reificadores.&#13;
Assim, a indústria cultural não apenas transforma a cultura em mercadoria, mas também periferiza o artista, limitando sua potência simbólica e artística. No caso de Carolina Maria de Jesus, o fetichismo e a periferização operaram juntos no momento do lançamento da autora, limitando sua obra e sua imagem a um estereótipo vendável. A pesquisa contribuiu, assim, para pensar as ambivalências presentes na dinâmica cultural brasileira, especialmente, relacionadas à literatura periférica
Linguagens, interculturalidade e identidades
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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