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<title>Blumenau - Coordenadoria Especial de Engenharia de Materiais (EMT)</title>
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<dc:date>2026-10-18T04:49:43Z</dc:date>
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<title>Síntese e caracterização de perovskitas BaFeO3 obtidas pelo método Pechini modificado</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276223</link>
<description>Síntese e caracterização de perovskitas BaFeO3 obtidas pelo método Pechini modificado
Lopes, Rafael Baiense
As células a combustível de cerâmicas protônicas (PCFCs) se destacam pela possibilidade de operação em temperaturas intermediárias e pelo uso de eletrólitos cerâmicos condutores de prótons. Nesse contexto, materiais com estrutura do tipo perovskita, como a ferrita de bário (BaFeO3−δ), vêm sendo investigados para aplicação como eletrodos devido às suas propriedades de transporte e à possibilidade de modificação estrutural e composicional. Neste trabalho, o BaFeO3−δ foi sintetizado pelo método Pechini modificado com o objetivo de avaliar a influência do pH da solução precursora e da temperatura de calcinação sobre a formação das fases cristalinas e a morfologia dos pós, visando identificar a condição de síntese mais favorável entre as avaliadas. Foram empregadas duas rotas de síntese: uma sem controle de pH, com valor final de 0,24, e outra com ajuste para pH 7,40. As amostras foram submetidas a tratamentos térmicos entre 350 e 1200°C e caracterizadas por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), difração de raios X (DRX) com refinamento pelo método de Rietveld e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Os resultados de FTIR indicaram a decomposição progressiva da matriz polimérica e a permanência de espécies carbonatadas em temperaturas intermediárias. As análises de DRX mostraram que o pH e a temperatura de calcinação influenciaram a formação das fases cristalinas. A amostra obtida pela rota com solução precursora de pH 7,40 e calcinada a 1200°C apresentou uma única fase perovskita, com simetria hexagonal. As imagens de MEV mostraram diferenças morfológicas entre os pós obtidos pelas diferentes rotas. Para essa condição, observou-se um maior tamanho das partículas, acompanhado pela formação de pescoços presentes nos aglomerados. Esse comportamento pode estar relacionado ao favorecimento da difusão durante os tratamentos térmicos, tanto para a formação da fase perovskita e quanto para o crescimento das partículas.
Tecnologia e inovação
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275902">
<title>Materiais Nanoestruturados de Alta Entropia produzidos por Moagem Mecânica: Síntese e caracterização de suas propriedades físicas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275902</link>
<description>Materiais Nanoestruturados de Alta Entropia produzidos por Moagem Mecânica: Síntese e caracterização de suas propriedades físicas
Martini, Arthur Heil
Ligas de Alta Entropia (LAEs) representam uma quebra de paradigma na ciência de materiais, diferenciando-se das ligas binárias e ternárias convencionais. Caracterizadas pela alta entropia configuracional, essas soluções sólidas multicomponentes apresentam elevada estabilidade estrutural, o que favorece a formação de microestruturas simples de uma ou duas fases e mitiga a precipitação de intermetálicos. Uma das ligas mais proeminentes é a liga CrMnFeCoNi, conhecida como liga de Cantor, pioneira no segmento e cujas propriedades ganharam destaque nos estudos recentes. Este trabalho investigou a liga CrMnFeCoMo, uma variante da liga de Cantor, em composição equiatômica. O material foi inicialmente sintetizado via moagem mecânica de alta energia por 10 horas a 1400 rpm e, em seguida, o pó obtido foi consolidado via fusão a arco voltaico. A liga produzida por moagem foi caracterizada estruturalmente por Difração de Raios X (DRX), morfologicamente por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) e termicamente via Espectroscopia de Absorção Fotoacústica (PAS) e Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC). Por sua vez, o material fundido foi caracterizado estruturalmente por DRX, teve sua microdureza determinada por ensaio Vickers e suas propriedades eletroquímicas identificadas via Polarização Potenciodinâmica (PP) e Espectroscopia de Impedância Eletroquímica (EIE). Os resultados do material moído demonstraram a presença de duas soluções sólidas substitucionais de estrutura cúbica de corpo centrado (CCC) de diferentes parâmetros de rede, as quais segregam em compostos intermetálicos após a consolidação por fusão a arco voltaico. Quando comparamos com a liga de Cantor, os valores de difusividade térmica, calor específico e condutividade térmica encontrados são inferiores, o que indica um comportamento mais isolante. A liga fundida apresentou maior dureza devido a formação de compostos intermetálcios e, as propriedades eletroquímicas, demonstraram dificuldade na formação de um filme passivo na superfície da liga o que gera uma menor proteção à corrosão em meios salinos.
Tecnologia e inovação
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275889">
<title>Síntese e caracterização estrutural e morfológica de nanopartículas de ZnO/Ag para aplicações fotocatalíticas</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275889</link>
<description>Síntese e caracterização estrutural e morfológica de nanopartículas de ZnO/Ag para aplicações fotocatalíticas
Guimarães, Maria Eduarda Fank
Óxidos semicondutores, como o óxido de zinco (ZnO), destacam-se como materiais&#13;
cerâmicos funcionais com ampla aplicação em processos fotocatalíticos, sobretudo na&#13;
degradação de poluentes orgânicos presentes em efluentes industriais. A dopagem do ZnO&#13;
com prata (Ag) é uma estratégia amplamente investigada para aprimorar suas&#13;
propriedades, atuando na separação de cargas fotogeradas e na extensão da resposta&#13;
espectral do material. Este trabalho tem como objetivo a síntese e a caracterização&#13;
estrutural e morfológica da matriz cerâmica de ZnO modificada com nanopartículas de&#13;
Ag em três concentrações de dopante (2,5, 5 e 10 mol % Ag), obtidos pelo método de&#13;
coprecipitação. As amostras foram caracterizadas por Difração de Raios X (DRX), para&#13;
identificação das fases cristalinas presentes, e por Microscopia Eletrônica de Varredura&#13;
(MEV), para avaliação da morfologia e da distribuição da faixa de tamanho das partículas.&#13;
Os resultados de DRX confirmaram a formação da fase wurtzita hexagonal do ZnO em&#13;
todas as amostras, além da presença de prata metálica segregada. A intensidade dos picos&#13;
característicos de Ag mostrou-se crescente com o aumento da concentração nominal do&#13;
dopante. As análises de MEV revelaram partículas na escala nanométrica, com indícios&#13;
de aglomeração variável entre as amostras. Os resultados obtidos fornecem a base&#13;
estrutural e morfológica necessária para investigações futuras da atividade fotocatalítica&#13;
desses materiais.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-10T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275628">
<title>Avaliação das Propriedades Hidrocrômicas de Membranas Eletrofiadas de Poli(Ácido Lático) para Máscaras Faciais Inteligentes</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275628</link>
<description>Avaliação das Propriedades Hidrocrômicas de Membranas Eletrofiadas de Poli(Ácido Lático) para Máscaras Faciais Inteligentes
Mendes, Ana Carolina
Este trabalho avaliou o desenvolvimento de membranas eletrofiadas de poli(ácido lático) (PLA) com propriedades hidrocrômicas, visando sua possível aplicação como camada indicadora de umidade em máscaras faciais inteligentes. A proposta consistiu em incorporar materiais capazes de responder à água ou à umidade às fibras de PLA e verificar se seria possível obter uma mudança visual de coloração provocada pela umidade da respiração.&#13;
&#13;
Inicialmente, foram produzidas membranas de PLA contendo diferentes concentrações de uma pasta hidrocrômica comercial. Também foram comparados dois métodos de dispersão, o banho de ultrassom e a ponteira ultrassônica, buscando melhorar a distribuição do material na solução e a formação das fibras. Como alternativa à pasta comercial, foram posteriormente produzidas membranas contendo diferentes concentrações de cloreto de cobalto hexahidratado (CoCl₂·6H₂O). Além disso, PLA proveniente de filamentos coloridos, nas cores vermelha e amarela, foi utilizado na tentativa de aumentar o contraste e facilitar a percepção das mudanças de cor. &#13;
&#13;
As membranas foram caracterizadas por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), FTIR e ângulo de contato, além da determinação da condutividade iônica das soluções precursoras. O MEV permitiu analisar a morfologia, o diâmetro e a distribuição das fibras e identificar defeitos como beads e aglomerados, enquanto o FTIR foi utilizado para investigar alterações químicas e possíveis sinais de absorção de umidade.&#13;
&#13;
Os resultados mostraram que a pasta hidrocrômica apresentou baixa sensibilidade à umidade do ar. Nas análises de FTIR, não foi identificada absorção de umidade detectável durante as condições experimentais avaliadas, resultado coerente com a ausência de uma resposta hidrocrômica significativa das membranas quando expostas à umidade. Assim, o sistema com a pasta mostrou limitações para uma aplicação que dependa do vapor de água, como a umidade produzida pela respiração.&#13;
&#13;
A incorporação de CoCl₂·6H₂O modificou significativamente o comportamento das soluções. O aumento da concentração do sal elevou a condutividade iônica e tornou necessário reduzir a tensão utilizada durante a eletrofiação para aproximadamente 5 kV, evidenciando a influência do sal na estabilidade do jato. O CoCl₂ também alterou a distribuição dos diâmetros das fibras, sendo observada maior heterogeneidade na composição com 15% e predominância de fibras menores nas formulações com 20 e 25%. &#13;
&#13;
Entretanto, mesmo com a natureza higroscópica do cloreto de cobalto, as membranas continuaram predominantemente hidrofóbicas, apresentando ângulos de contato superiores a 90°. Uma possível explicação apresentada no trabalho é que parte do sal tenha permanecido envolvida pela matriz de PLA, diminuindo sua exposição à água.&#13;
&#13;
De forma geral, o estudo mostrou que produzir as membranas hidrocrômicas por eletrofiação é possível, mas o sistema PLA/material hidrocrômico estudado apresenta limitações para detectar a umidade proveniente da respiração. A matriz de PLA pode limitar a interação entre a água e o material responsivo, enquanto a pasta hidrocrômica utilizada não demonstrou sensibilidade suficiente ao vapor de água. Os resultados, portanto, indicam a necessidade de investigar outros materiais hidrocrômicos e/ou matrizes poliméricas com maior afinidade pela umidade para viabilizar futuramente uma máscara com indicação visual eficiente de umidade.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-09T00:00:00Z</dc:date>
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