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<title>Departamento de Saúde Pública</title>
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<dc:date>2026-10-17T06:52:14Z</dc:date>
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<title>Iniquidades Raciais e Socioeconômicas na Saúde Bucal Brasileira: Uma Análise Macrorregional a Partir do SB Brasil 2023</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276762</link>
<description>Iniquidades Raciais e Socioeconômicas na Saúde Bucal Brasileira: Uma Análise Macrorregional a Partir do SB Brasil 2023
Alves, Sofia Teixeira
A saúde bucal é dimensão indissociável da saúde geral e da qualidade de vida, e seu comprometimento distribui-se de forma socialmente determinada. Este estudo teve por objetivo analisar a associação entre variáveis sociodemográficas (raça/cor da pele, estrato de renda familiar e macrorregião de residência) e as condições clínicas de saúde bucal, o acesso a serviços odontológicos e os impactos psicossociais autorrelatados, a partir do inquérito nacional SB Brasil 2023. Trata-se de estudo observacional analítico, de base populacional e delineamento transversal, apoiado em dados secundários de domínio público. Foram analisados 39.998 registros distribuídos nas cinco macrorregiões brasileiras, agrupados em brancos e amarelos (n = 14.189) e pretos e pardos (n = 25.809), e estratificados em quatro faixas de renda familiar em salários mínimos. As associações foram avaliadas por teste Qui-Quadrado de Pearson, com nível de significância de 5%. A barreira de acesso expressa pelo indicador “nunca consultou o dentista” concentrou-se nos estratos de até dois salários mínimos, com diferença estatisticamente significativa entre grupos raciais nas regiões Sul e Centro-Oeste. A cárie não tratada e relato de dor de dente nos últimos seis meses apresentaram associação significante com raça/cor nas cinco macrorregiões, e os impactos psicossociais de vergonha e nervosismo, na maioria delas. A proporção de dentes restaurados apresentou gradiente positivo consistente em relação à renda, embora o padrão por raça/cor tenha se mostrado heterogêneo entre as regiões. Conclui-se que, na amostra analisada, as iniquidades em saúde bucal expressam a sobreposição entre raça/cor e posição socioeconômica, com intensidade variável entre territórios.
Promoção da igualdade, fortalecimento da democracia e governança
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<dc:date>2026-09-22T00:00:00Z</dc:date>
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<title>Tipologias de Vizinhança e sua relação com os comportamentos de movimento de 24 horas em pessoas idosas de Florianópolis</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276489</link>
<description>Tipologias de Vizinhança e sua relação com os comportamentos de movimento de 24 horas em pessoas idosas de Florianópolis
Rosa, Diênifer da Silva
O estudo teve como objetivo analisar a associação entre tipologias de vizinhança percebida e a &#13;
composição dos comportamentos de movimento de 24 horas (CM-24h) em pessoas idosas. &#13;
Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, realizado com dados de 479 pessoas &#13;
idosas participantes do Estudo EpiMove, conduzido em 2023–2024, em Florianópolis, Santa &#13;
Catarina, Brasil. Os CM-24h, atividade física leve (AFL), atividade física moderada a vigorosa &#13;
(AFMV), comportamento sedentário (CS) e sono, foram mensurados por acelerômetro &#13;
wGT3X-BT, utilizado no pulso não dominante durante sete dias consecutivos, 24 horas por dia. &#13;
As percepções da vizinhança, incluindo uso misto do solo, infraestrutura, segurança no trânsito &#13;
e segurança no bairro, foram avaliadas pela Neighborhood Environment Walkability Scale (A&#13;
NEWS). A tipologia “Parcialmente amigável” apresentou maior proporção de mulheres (69%), &#13;
pessoas com 80 anos ou mais (43%), baixa escolaridade (39% com ≤4 anos de estudo) e &#13;
dependência funcional moderada ou severa (58%). A “Amigável ao pedestre” apresentou perfil &#13;
mais favorável, com menor média de morbidades (2,72), maior autonomia e maior escolaridade &#13;
(57% com ≥9 anos de estudo). A “Pouco amigável” apresentou maior média de morbidades &#13;
(3,33), maior proporção de pessoas com 60–69 anos (33%) e 51% com ≥9 anos de estudo. &#13;
Quanto à composição dos CM-24h, a “Parcialmente amigável” apresentou maior participação &#13;
relativa de CS (57,8%) e menor de atividade física total, correspondente à soma de AFL e &#13;
AFMV (10,5%), enquanto a “Amigável ao pedestre” apresentou maior participação de &#13;
atividade física total (12,9%) e menor de CS (55,5%).  A “Pouco amigável” apresentou &#13;
composição intermediária de atividade física total (12,4%), com maior participação relativa de &#13;
AFMV (2,8%). A participação relativa do sono foi semelhante entre as tipologias (31,6%&#13;
32,0%). No conjunto, a composição dos CM-24h diferiu entre as tipologias de vizinhança &#13;
(p=0,003). Em comparação à “Pouco amigável”, a “Amigável ao pedestre” apresentou maior &#13;
participação relativa de AFMV em relação ao CS e ao sono, e de AFL em relação ao CS e ao &#13;
sono (p&lt;0,05). A percepção de vizinhanças mais amigáveis ao pedestre esteve associada a uma &#13;
composição mais favorável dos CM-24h, reforçando a relevância do ambiente percebido para &#13;
a promoção de comportamentos de movimento mais saudáveis no envelhecimento.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-09-09T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276076">
<title>EXPERIÊNCIA DE DISCRIMINAÇÃO PERCEBIDA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE E DESISTÊNCIA NA BUSCA POR ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO POR PESSOAS TRANS NO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS/SC</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276076</link>
<description>EXPERIÊNCIA DE DISCRIMINAÇÃO PERCEBIDA NOS SERVIÇOS DE SAÚDE E DESISTÊNCIA NA BUSCA POR ATENDIMENTO ODONTOLÓGICO POR PESSOAS TRANS NO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS/SC
Gomes, Leticia Gonçalves
A população transgênero enfrenta diversas vulnerabilidades e barreiras no acesso aos serviços de saúde, com escassez de dados específicos sobre a saúde bucal. Este estudo investigou a relação entre a percepção da discriminação em serviços de saúde e a desistência de consulta odontológica por pessoas trans no município de Florianópolis/SC. Trata-se de um estudo observacional transversal, derivado da pesquisa  'Transbucal Floripa', que avaliou 189 participantes no Ambulatório Trans em Florianópolis/SC, entre dezembro de 2023 e março de 2024. A variável de exposição principal foi a percepção de discriminação nos serviços de saúde, e o desfecho analisado foi a desistência de consulta odontológica. Foi realizada análise descritiva apresentando frequências absolutas (n) e relativas (%) e análise inferencial por meio do modelo de Regressão de Poisson com ajuste robusto de variância para estimar a Razão de Prevalências (RP) e os Intervalos de Confiança de 95% (IC95%). O estudo foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa (Parecer nº 7400002). 54% dos participantes desistiram buscar atendimento odontológico ao menos uma vez ao longo da vida e 70% relataram experiências de discriminação nos serviços de saúde. Observou-se uma associação estatisticamente significativa entre a discriminação e a desistência de consulta odontológica, a qual foi 29% maior no grupo que vivenciou discriminação (RP  = 1,29; IC95%: 1,16–1,43; p&lt;0,001). Conclui-se que a discriminação nos serviços de saúde atua de forma importante como barreira de acesso à atenção odontológica, evidenciando a urgência de políticas públicas inclusivas e capacitação profissional para criar ambientes seguros no SUS.
Sustentabilidade, saúde e qualidade de vida
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<dc:date>2026-04-10T00:00:00Z</dc:date>
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<item rdf:about="https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275753">
<title>Uso de machine learning e inteligência artificial na predição do envelhecimento saudável: estudo longitudinal epifloripa</title>
<link>https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/275753</link>
<description>Uso de machine learning e inteligência artificial na predição do envelhecimento saudável: estudo longitudinal epifloripa
Santos, Matheus Steinbach dos
O presente estudo investiga a viabilidade do uso de técnicas de aprendizado de máquina na predição do envelhecimento saudável, com base em dados do estudo longitudinal EpiFloripa Idoso. O objetivo principal é de desenvolver modelos preditivos por meio da integração de dados primários e secundários, visando auxiliar em decisões clínicas e na formulação de políticas públicas acerca do envelhecimento da população. A metodologia adotada foi o  framework CRISP-ML(Q), envolvendo tratamento de bases de dados, seleção de variáveis por meio de valores de Shapley e treinamento de diferentes algoritmos de classificação. Um desafio relevante enfrentado foi o desequilíbrio da classe minoritária, sendo avaliado alternativas para contornar como oversampling e undersampling. Entre os resultados, observou-se que a redefinição da variável alvo, passando do questionário CASP-19 para o indicador de Atividades de Vida Diária (AVD), gerou uma melhora preditiva significativa, alcançando uma acurácia de 75,51% utilizando o modelo de Regressão Logística. Conclui-se que os algoritmos de Regressão Logística, CatBoost e TabPFN apresentaram os melhores desempenhos gerais, permitindo a consolidação de um pipeline automatizado com potencial para auxiliar gestores de saúde e futuras decisões clínicas.
Tecnologia e inovação
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<dc:date>2026-09-09T00:00:00Z</dc:date>
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